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O banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, decidiu nesta quarta-feira (18) manter a taxa básica de juros do país sem mudanças. A decisão já era esperada pelo mercado e ocorre em meio a preocupações com a inflação acima do esperado, sinais mistos no mercado de trabalho e os impactos de uma guerra no Oriente Médio.
A taxa de juros foi mantida na faixa entre 3,5% e 3,75%. Esse índice influencia diretamente o custo de empréstimos para empresas e consumidores, além de afetar toda a economia americana.
Segundo o presidente do Fed, Jerome Powell, ainda há muitas incertezas no cenário econômico. Mesmo assim, o banco central indicou que pode reduzir os juros nos próximos anos, embora não tenha definido quando isso deve acontecer.
De acordo com as projeções divulgadas, a expectativa é de um possível corte ainda neste ano e outro em 2027. Parte dos integrantes do comitê, no entanto, acredita que os juros devem permanecer como estão até o fim de 2026.
A decisão também levou em conta os efeitos da guerra envolvendo o Irã, que já dura cerca de três semanas. O conflito tem impactado o mercado global de petróleo, especialmente por causa das tensões no Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo. Esse cenário pode manter a inflação elevada por mais tempo.
O Fed elevou sua previsão de inflação para este ano, estimando uma taxa de 2,7%. Apesar disso, a expectativa é de que os preços voltem a se aproximar da meta de 2% nos próximos anos. Já a taxa de desemprego deve fechar o ano em 4,4%.
Na economia, a previsão é de crescimento de 2,4% em 2026 e de 2,3% em 2027, mostrando um ritmo considerado estável.
A decisão ocorre também em meio a pressões políticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado publicamente o Fed e cobrado a redução dos juros, mesmo com a inflação ainda elevada.
Além disso, Powell enfrenta um cenário conturbado dentro do próprio governo. Ele foi alvo de uma investigação relacionada à reforma da sede do banco central, mas a Justiça decidiu anular as intimações, entendendo que poderiam ter motivação política.
O mandato de Powell à frente do Fed termina em maio. Para substituí-lo, Trump indicou o ex-diretor do banco central Kevin Warsh, que é visto como favorável à redução dos juros. No entanto, a nomeação ainda depende de aprovação no Senado e pode enfrentar resistência.