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As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta quinta-feira (10) novos avanços em suas operações militares contra grupos terroristas na Faixa de Gaza, com a eliminação de células do Hamas e da Jihad Islâmica, além de ataques aéreos que atingiram cerca de 180 alvos estratégicos. A ofensiva foi conduzida em áreas do norte e do sul do enclave palestino e incluiu a destruição de túneis, depósitos de armas e instalações utilizadas para coordenar ações contra o território israelense.
Segundo o exército israelense, as ações foram orientadas por informações do serviço de inteligência interna Shin Bet e da Inteligência Militar, com apoio de tropas terrestres. No norte de Gaza, a Divisão 162, em conjunto com a Brigada 401, localizou armamentos e destruiu passagens subterrâneas utilizadas pelo Hamas. Uma célula terrorista escondida em um edifício militar foi neutralizada por um ataque aéreo.
Simultaneamente, uma unidade multidimensional das FDI detectou outra célula da Jihad Islâmica em uma instalação militar, que também foi bombardeada, resultando na morte imediata dos integrantes do grupo.
No sul da Faixa de Gaza, a Brigada Golani, subordinada à Divisão 36, descobriu e destruiu um túnel com cerca de 500 metros de extensão e 13 metros de profundidade, na região de Khan Yunis. O local era supostamente utilizado para o transporte clandestino de armas. Segundo o exército israelense, ao longo da última semana, mais de 130 estruturas terroristas foram destruídas e dezenas de combatentes foram mortos.
Operações se expandem no sul do Líbano
Em paralelo às ações em Gaza, as FDI intensificaram sua ofensiva no sul do Líbano contra o Hezbollah. A Divisão 91 liderou incursões terrestres em regiões montanhosas estratégicas, como a cordilheira de Jabal Balat, onde a Brigada 300 destruiu um complexo militar com depósitos de armas e posições de disparo.
Já na região de Levona, a Brigada Oded (9) confiscou e destruiu um lançador múltiplo, uma metralhadora pesada e dezenas de explosivos. Também inutilizou uma instalação subterrânea usada para armazenamento de armamentos.
Essas ações ocorrem mesmo com a vigência formal do cessar-fogo firmado em novembro de 2024, que previa a retirada do Hezbollah para o norte do rio Litani e de Israel do território libanês. No entanto, Tel Aviv mantém tropas em cinco posições consideradas estratégicas, alegando garantir o cumprimento do acordo.
Nos últimos dias, os bombardeios israelenses ultrapassaram os limites do sul libanês. Na quarta-feira (9), um ataque aéreo atingiu Trípoli, onde, segundo Israel, estava localizado um “elemento-chave” do Hamas — o primeiro bombardeio na cidade desde a trégua. Ataques também foram registrados nos arredores de Beirute.
Entre os alvos eliminados está Hussein Ali Muzhir, chefe de armamentos do Hezbollah na região de Zahrani. Ele era acusado de liderar ataques recentes contra o território israelense e estaria envolvido em iniciativas para ampliar a capacidade de artilharia da milícia xiita. As FDI classificaram sua morte como uma “resposta direta” às repetidas violações do acordo de cessar-fogo.
Desde novembro, os confrontos entre Israel e o Hezbollah não cessaram, e a pressão militar sobre o grupo pró-Irã segue em escalada.