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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12) que o suspeito pelo assassinato do ativista conservador Charlie Kirk foi entregue à polícia pelo próprio pai. Segundo fontes da lei ouvidas pelo jornal The New York Post, trata-se de Tyler Robinson, um jovem de 22 anos de Utah.
“Acho que, com um alto grau de certeza, nós o temos”, disse Trump em entrevista ao programa Fox & Friends, minutos depois de receber a informação. “Alguém muito próximo a ele o entregou”, afirmou, revelando que foi o pai do suspeito quem fez a denúncia por meio de “um pastor que estava envolvido com a polícia”.
O presidente defendeu punição exemplar. “Espero que ele seja considerado culpado e espero que receba a pena de morte. O que ele fez — Charlie Kirk era a melhor pessoa e não merecia isso”, declarou.
De acordo com as investigações, o atirador teria disparado um único tiro de uma posição elevada, a cerca de 200 metros da tenda onde Kirk participava de um evento no campus da Utah Valley University, em Orem. Testemunhas relataram que o homem usava calça jeans, camisa preta e colete preto, portando um rifle de longo alcance.
Kirk, de 31 anos, cofundador da organização conservadora Turning Point USA e pai de dois filhos, havia acabado de responder a uma pergunta sobre ataques em massa quando foi atingido. Imagens do local mostram o momento em que ele leva a mão ao pescoço após o disparo, gerando pânico entre milhares de presentes.
Trump disse não ter assistido às imagens. “Eu não vi… Ouvi falar delas. Eu nunca teria sido um bom médico, deixe-me colocar dessa forma”, afirmou. “Ouvi o suficiente. Não quis assistir… Não queria lembrar de Charlie daquela maneira.”
A caçada ao autor do crime mobilizou agentes do FBI, da polícia de Orem, do Departamento de Segurança Pública de Utah e da polícia universitária. Inicialmente, uma pessoa de interesse chegou a ser detida e liberada após interrogatório, mas não se tratava do mesmo suspeito.
Na quarta-feira, o FBI abriu uma linha de denúncias e ofereceu recompensa de até US$ 100 mil por informações que levassem à captura do atirador.
Em sua rede Truth Social, Trump publicou: “O Grande, e até Lendário, Charlie Kirk, está morto. Ninguém entendia ou tinha o coração da juventude dos Estados Unidos melhor do que Charlie”. Em seguida, gravou um vídeo dizendo estar “tomado pela dor e pela raiva diante do hediondo assassinato de Charlie Kirk”.
“Charlie inspirou milhões. E esta noite, todos que o conheciam e amavam estão unidos em choque e horror”, afirmou o presidente, chamando o ativista de “mártir da verdade e da liberdade”.
O governador de Utah, Spencer Cox, classificou o episódio como crime político. “Este é um dia sombrio para nosso estado, é um dia trágico para nossa nação. Quero deixar claro que isso é um assassinato político”, disse. Ele lembrou que o estado ainda prevê a pena de morte: “Quero apenas lembrar às pessoas que ainda temos a pena capital em Utah”.
Kirk foi levado a um hospital próximo, mas não resistiu após cirurgia de emergência. Ele deixa a esposa, a ex-Miss Arizona Erika Frantzve, e dois filhos pequenos.