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Em meio à crescente crise com os Estados Unidos, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a se exibir dançando diante de apoiadores chavistas durante a cerimônia em que anunciou um novo gabinete político, nesta segunda-feira (2). O evento ocorreu em frente ao Palácio de Miraflores, sede do Poder Executivo, e contou com uma marcha organizada por simpatizantes do regime.
Maduro, que horas antes havia inflamado a militância com um discurso afirmando que o poder da Venezuela reside em “seus fuzis”, adotou um tom festivo e descontraído ao empossar seu novo alto comando político.
“Peço suas bênçãos e apoio para esta maravilhosa equipe”, declarou Maduro aos apoiadores chavistas, antes de se movimentar ao ritmo da música em frente à sede do Poder Executivo, marcando um contraste entre o clima de ameaça externa e a demonstração de controle interno.
O rearranjo político ocorre em meio ao aumento da pressão externa, que inclui o destacamento militar dos EUA no Caribe e o fechamento do espaço aéreo venezuelano, conforme anunciado por Donald Trump.
Maduro nomeou figuras-chave de seu regime e do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), incluindo sua esposa, Cilia Flores, como Secretária de Estratégia, e o Ministro do Interior, Diosdado Cabello, como Secretário-Geral. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Secretaria de Produção e Finanças. O objetivo é que esses líderes assumam a “direção ao mais alto nível das forças políticas” da chamada revolução bolivariana.
A reorganização do gabinete ocorre em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos. Desde agosto de 2025, os EUA mantêm destacamento militar no Caribe, e a Administração Federal de Aviação (FAA) recomendou cautela a voos comerciais sobre a Venezuela e o sul do Caribe. Empresas como Iberia, Avianca e Turkish Airlines suspenderam temporariamente suas rotas para o país. No último sábado, o presidente Donald Trump afirmou que o espaço aéreo venezuelano permaneceria “completamente fechado”, declaração rejeitada pelo regime de Caracas, que mantém o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) como única autoridade reguladora.
Em meio às tensões, o regime de Maduro denunciou à OPEP+ e à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) o que considera um ato de intimidação dos EUA, alegando que o objetivo norte-americano seria a apropriação das reservas de petróleo venezuelanas. Washington afirma que a ação busca combater cartéis de drogas na região.