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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não haverá acordo com o Irã sem uma “rendição incondicional”, enquanto o conflito entre os dois países entrou em seu sétimo dia. A declaração foi feita nas redes sociais poucas horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que alguns países iniciaram esforços de mediação para tentar encerrar a guerra.
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump escreveu que “não haverá acordo com o Irã, exceto com RENDIÇÃO INCONDICIONAL”. Segundo ele, após a rendição e a escolha de uma nova liderança considerada “aceitável”, os Estados Unidos e seus aliados trabalhariam para reconstruir a economia iraniana.
“Depois disso, e da escolha de um grande e aceitável líder, nós e nossos aliados trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta do abismo da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”, escreveu o presidente americano.
Mais cedo, o presidente iraniano declarou que países não identificados começaram a atuar como mediadores na tentativa de encerrar o conflito. Em publicação na rede social X (Twitter), Pezeshkian afirmou que o Irã continua comprometido com a paz regional, mas não abrirá mão de defender sua soberania.
“Estamos comprometidos com uma paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação”, afirmou.
Segundo ele, qualquer mediação deve também responsabilizar aqueles que, em sua avaliação, subestimaram o povo iraniano e provocaram o conflito.
Enquanto as declarações diplomáticas se intensificam, a movimentação militar também cresce. Bombardeiros estratégicos americanos, incluindo os modelos B-1, B-2 e B-52, estariam sendo deslocados para bases estratégicas como a ilha de Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, e a base aérea de RAF Fairford, no Reino Unido.
Essas aeronaves são capazes de realizar missões de longo alcance e transportar armamentos de grande poder destrutivo.
Fontes militares indicam que um novo ataque de grande escala pode ocorrer neste sábado, exatamente uma semana após os primeiros bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, no início da chamada “Operation Epic Fury”.
Trump também afirmou que os ataques ainda não atingiram seu nível máximo. “Nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda não aconteceu”, disse.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos intensificarão significativamente os ataques utilizando bases aéreas britânicas, após autorização do governo do primeiro-ministro Keir Starmer.
Na sexta-feira, a capital iraniana, Teerã, foi atingida por uma das maiores explosões registradas desde o início da guerra. Bombas teriam atingido a base Moqaddad, ligada à Guarda Revolucionária do Irã.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram grandes colunas de fumaça e fogo próximas à região da Torre Azadi, um dos principais pontos turísticos da capital.
Testemunhas relataram que o impacto foi tão forte que destroços foram lançados por vários quarteirões no centro da cidade. Moradores também disseram que as explosões sacudiram casas em diversos bairros.
Ataques também foram relatados na cidade iraniana de Kermanshah, região que abriga diversas bases de mísseis.
O confronto também provocou escalada de tensões em outros países do Oriente Médio. Israel realizou novos bombardeios nos subúrbios ao sul de Beirute e em outras áreas do Líbano, após intensificação dos confrontos com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Os ataques israelenses foram os mais intensos desde o cessar-fogo firmado em 2024. A ofensiva levou dezenas de milhares de pessoas a deixar bairros da capital libanesa e regiões do sul do país.
Na noite de quinta-feira, o Irã lançou o que foi descrito como sua “barragem mais intensa” de ataques contra Israel e aliados dos Estados Unidos no Golfo.
O Catar informou ter interceptado um drone que se dirigia à base aérea de Al Udeid, sede avançada do comando militar americano no Oriente Médio.
Já a Arábia Saudita afirmou ter destruído três mísseis balísticos disparados em direção à base aérea Prince Sultan, próxima a Riad.
Na mesma madrugada, sirenes de ataque aéreo também foram acionadas no Bahrein após ataques que atingiram dois hotéis e um prédio residencial. Autoridades informaram que não houve vítimas.
Segundo autoridades dos países envolvidos, o conflito já deixou pelo menos 1.230 mortos no Irã, mais de 120 no Líbano e cerca de uma dúzia em Israel. Seis militares dos Estados Unidos também morreram desde o início da guerra.
Trump afirmou ainda que membros da Guarda Revolucionária iraniana, das forças armadas e da polícia deveriam depor as armas. Segundo ele, militares que aceitarem abandonar o regime poderão receber imunidade.
“Vocês podem ficar perfeitamente seguros com imunidade total ou enfrentar uma morte garantida”, declarou o presidente americano.