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🧡 Ver Ofertas na ShopeeAs manifestações de grupos da extrema-esquerda contra o aumento do custo de vida na França terminaram em saques, incêndios e ataques a prédios públicos em várias cidades do país neste sábado (17), com lojas destruídas, veículos queimados e confrontos diretos com as forças de segurança. (Vídeo no final da matéria).
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Usuários publicaram na rede social X vídeos dos distúrbios que mostram saques em lojas da Apple, Louis Vuitton, Hermès e H&M, além de outros comércios de vestuário, tecnologia, cosméticos e telefonia. As gravações também registraram incêndios em vias públicas, vitrines quebradas e grupos encapuzados invadindo estabelecimentos e saqueando mercadorias.
Os episódios ocorreram durante mobilizações convocadas contra a inflação e a perda do poder de compra, que reuniram estudantes, trabalhadores, aposentados, ativistas e representantes do movimento dos Coletes Amarelos. Enquanto a marcha autorizada ocorria em Paris, pequenos grupos causaram estragos em diferentes bairros da capital e em outras cidades francesas.
O Ministério do Interior informou a realização de mais de 400 prisões e a mobilização de 10 mil policiais e gendarmes para conter os distúrbios.
O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, condenou a destruição e denunciou que houve “ruas inteiras metodicamente devastadas” na capital. O dirigente socialista fez distinção entre a mobilização social legítima e as ações violentas, afirmando não ter “nenhuma indulgência” com quem participou da depredação. Grégoire citou os comércios saqueados, os estragos ao espaço público e os ataques a monumentos históricos.
Violência em Outras Cidades
Em Lyon, grupos encapuzados saquearam e atearam fogo a um posto de turismo na Praça Bellecour, enquanto arremessavam projéteis e artefatos pirotécnicos contra a polícia.
Em Lille, um grupo forçou a entrada da sede da prefeitura, provocou estragos e fugiu antes da chegada dos agentes. As imagens mostram vidros quebrados, móveis tombados e papéis espalhados pelo chão. Também foram registrados saques a lojas do centro da cidade, incluindo uma unidade da Apple. O prefeito Arnaud Deslandes repudiou o ataque ao prédio municipal e o vandalismo contra o comércio local. “Condeno firmemente estes atos profundamente indignantes e intoleráveis”, declarou em suas redes sociais.
Em Marselha, manifestantes combinaram ataques ao comércio com a invasão da prefeitura. Dezenas de pessoas derrubaram as portas do edifício e ocuparam o saguão por alguns minutos, onde picharam paredes, causaram destruição e derrubaram um busto de Marianne, símbolo da República Francesa. “Estamos tomando a Bastilha”, gritou um dos participantes durante a invasão, em alusão ao feito histórico de 1789. A polícia desocupou o local pouco depois.
Do lado de fora do prédio, contêineres e equipamentos urbanos foram incendiados. Uma delegacia da Polícia Municipal teve as janelas quebradas e recebeu bombas de fumaça em seu interior. Lojas de luxo e estabelecimentos de diversos setores também foram vandalizados e saqueados na cidade. O prefeito de Marselha, Benoît Payan, afirmou que as pautas sociais não justificam a invasão de prédios públicos nem a destruição do patrimônio.
Em Limoges, manifestantes invadiram a prefeitura e atearam fogo ao térreo. As chamas atingiram o telhado do edifício, fazendo com que parte da cúpula desabasse. Diversos veículos da polícia também foram danificados ou totalmente queimados.
Reação do Governo
Para conter a onda de distúrbios, as autoridades mobilizaram 10 mil policiais e gendarmes em todo o país, dos quais 5 mil foram destacados exclusivamente para a capital. A operação incluiu revistas preventivas no entorno de estações ferroviárias e o bloqueio de acessos ao Palácio do Eliseu, ao Palácio de Matignon, ao Parlamento e à Avenida Champs-Élysées.
O presidente Emmanuel Macron declarou que “não há lugar para a violência” na França e prometeu punição rigorosa aos responsáveis. “Quem devastou, atacou prefeituras e comércios e saqueou nossas cidades será perseguido e punido”, escreveu. O mandatário pediu ainda “uma frente unida diante dos que semeiam o caos, que buscam apenas desestabilizar nossas instituições e impedir que aqueles que se expressam pacificamente o façam”.
O Ministério do Interior estimou que 550 mil pessoas participaram dos atos em todo o país, número acima das projeções oficiais iniciais. Já os organizadores das manifestações elevaram a estimativa para 800 mil participantes.
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