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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEm um debate marcado por provocações, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pedido inusitado: “Vote em mim, Bolsonaro”. A frase do petista foi dita em meio a uma troca de ataques com Flávio Bolsonaro (PL) sobre o voto de presidiários. Os presidenciáveis se enfrentaram no debate da TV Bandeirantes neste domingo (18), o primeiro encontro entre ambos ao longo de toda a campanha.
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Flávio disse que 75% dos presidiários teriam votado em Lula no primeiro turno. O candidato à reeleição reagiu: “Eu quero que 100% dos presidiários votem em mim. Até teu pai”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro, porém, não pode votar. A fala de Lula provocou risadas na plateia.
“Teu pai pode votar em mim, ele vai tá votando em um cara melhor. Porque ele te conhece, ele te conhece, e sabe que eu sou melhor do que você”, continuou o petista, enquanto apontava o dedo para Flávio.
“Nem em mim ele pode votar, porque ele foi vítima de uma perseguição”, retrucou Flávio. Na sequência, ele perguntou ao eleitorado se querem votar na mesma pessoa que “o ladrão do seu celular”.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 72,6% dos votos válidos nas seções eleitorais em penitenciárias no dia 4 de outubro. Já Flávio, 23,3%.
Contexto eleitoral
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno da eleição pela Presidência da República na liderança, com 47,03% dos votos (56.104.503 votos), segundo o TSE. Lula recebeu 45,16% dos votos (53.879.538). A abstenção no primeiro turno das eleições atingiu 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes nas urnas.
A diferença entre os dois candidatos foi a menor já registrada entre os dois primeiros colocados no primeiro turno de uma eleição presidencial brasileira.
Durante o primeiro turno, os dois não compareceram a nenhum dos debates promovidos pela imprensa. No encontro organizado pela Band em agosto, durante o primeiro turno da corrida eleitoral, participaram Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), enquanto os púlpitos destinados a Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Novo) ficaram vazios.
A ausência dos dois presidenciáveis também levou ao cancelamento dos debates previstos pela Record, pelo Pool de Veículos e pela Globo. No segundo turno, os encontros organizados pela Record e pelo Pool de Veículos também foram cancelados.
No segundo turno, além do debate da Band, Flávio e Lula também irão debater na reta final da eleição, no dia 23 de outubro, em encontro promovido pela Globo.
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