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Último pregão pré-eleição: dólar fecha abaixo de R$ 5 e ações de bancos e Petrobras impulsionam Bolsa

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O dólar comercial fechou esta sexta-feira (23) em queda de 0,90%, cotado a R$ 4,993, no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 0,64%, aos 205.433 pontos, na última consulta, ainda sem confirmação do fechamento definitivo.

O movimento ocorreu em meio aos ajustes de posições dos investidores antes da votação. Durante o dia, o dólar oscilou entre R$ 4,988 e R$ 5,056, mas perdeu força à tarde e encerrou perto da mínima da sessão.

Na Bolsa, a alta foi impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras e de grandes bancos. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam 1,45%, enquanto Bradesco (BBDC4) avançava 1,09% e Itaú Unibanco (ITUB4) registrava alta de 0,83%.

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Ações em destaque

A CSN liderava as altas do Ibovespa, com valorização de 11,67%. Na sequência, apareciam Usiminas, com avanço de 5,53%; Natura, com 3,97%; Banco do Brasil, com 3,55%; e Cosan, com 3,39%.

Entre as maiores quedas, a Vibra recuava 2,81%, seguida pela WEG, com baixa de 2,34%. Telefônica Brasil, dona da Vivo, caía 2,17%, enquanto TIM perdia 2% e Tenda recuava 1,56%.

Os juros futuros também subiram, principalmente nos vencimentos intermediários. A taxa do contrato para janeiro de 2029 passou de 12,565% para 12,666% ao ano. No vencimento de janeiro de 2031, a taxa avançou de 12,603% para 12,666%.

Bolsas internacionais fecham em queda

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street encerraram a sessão no vermelho. O Dow Jones caiu 1,23%, aos 52.215,16 pontos. O S&P 500 recuou 0,52%, aos 7.623,68 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 0,21%, aos 25.955,34 pontos.

A alta do petróleo pressionou os mercados americanos e aumentou as preocupações com a inflação e os juros. Os investidores também acompanharam as tensões no Oriente Médio e aguardavam a decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira (28).

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Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,31%. O DAX, da Alemanha, caiu 0,75%; o CAC 40, da França, perdeu 0,36%; e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,32%.

Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos. O índice de Xangai subiu 0,9%, enquanto o CSI 300 avançou 1,7%. Em sentido contrário, o Nikkei, do Japão, caiu 0,34%. O Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,30%, e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,69%.

Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

O petróleo registrou a quinta alta consecutiva e atingiu o maior nível desde o fim de abril. O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,14%, a US$ 116,72. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 3,82%, a US$ 103,27.

A valorização foi impulsionada pelo temor de um possível ataque dos Estados Unidos contra o Irã e pelos riscos de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

Os investidores também acompanham os ataques dos rebeldes houthis, do Iêmen, contra alvos na Arábia Saudita, incluindo instalações de energia e aeroportos. As tensões na região aumentam a preocupação com possíveis danos à infraestrutura petrolífera e com a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.

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Segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Kpler, as exportações de petróleo dos países do Golfo Pérsico voltaram a superar os níveis anteriores ao conflito na semana encerrada em 18 de outubro. Mesmo assim, o risco de novas interrupções continua influenciando os preços.

Eleições devem orientar os negócios na próxima semana

No Brasil, a definição da disputa presidencial deve influenciar as negociações a partir de segunda-feira (26). Os investidores aguardam o resultado do segundo turno e os primeiros sinais sobre os rumos da política econômica do próximo governo.

A expectativa é que o cenário eleitoral, somado às tensões internacionais e à decisão do Federal Reserve, ajude a determinar os movimentos do dólar, da Bolsa e dos juros nos próximos pregões.

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