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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA abstenção no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) ficou em 19,21%, o menor percentual registrado em uma disputa presidencial desde 2006. O índice representa uma queda de 1,4 ponto percentual em relação ao segundo turno de 2022, quando 20,6% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas.
No primeiro turno de 2026, realizado em 4 de outubro, a taxa de abstenção havia chegado a 21,1%. A redução de 1,87 ponto percentual entre as duas etapas indica que mais eleitores compareceram à votação decisiva entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A queda ocorreu após a intensificação das mobilizações promovidas pelas campanhas dos dois candidatos. Na reta final da disputa, apoiadores realizaram caminhadas, manifestações e atos públicos em diferentes regiões do país para incentivar o comparecimento às urnas e conquistar votos de eleitores que não participaram do primeiro turno.
Campanhas intensificaram mobilização nas ruas
A campanha de Lula ampliou as mobilizações após o presidente terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro. Apoiadores do petista organizaram manifestações em pelo menos 37 cidades, incluindo universidades e concentrações em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Curitiba.
As ações presenciais foram acompanhadas por estratégias de mobilização nas redes sociais. O deputado federal André Janones (Rede-MG), aliado de Lula, criou o canal de mensagens “Exército de Lula”, voltado à organização de apoiadores e à tentativa de convencer eleitores indecisos. O grupo chegou a reunir 10 milhões de pessoas.
A campanha de Flávio Bolsonaro também promoveu atos em diferentes regiões do país por meio do movimento “Bloco do 22”. Entre as mobilizações esteve um evento na Avenida Paulista, em São Paulo, com a participação do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Nos dias seguintes ao primeiro turno, o candidato do PL também concentrou esforços na articulação de apoios políticos. A campanha buscou o apoio formal de Augusto Cury (Avante), terceiro colocado, e Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado na disputa.
As mobilizações foram acompanhadas pelo avanço de Lula nas pesquisas eleitorais, segundo o texto-base.
Histórico de abstenção nas eleições presidenciais
A taxa de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais permaneceu acima de 20% entre 2010 e 2022. Em 2010, quando Dilma Rousseff (PT) derrotou José Serra (PSDB), o índice chegou a 21,5%, o maior registrado em uma segunda rodada desde a redemocratização, conforme os dados apresentados.
Em 2014, na disputa entre Dilma Rousseff e Aécio Neves (PSDB), a abstenção ficou em 21,1%. Quatro anos depois, em 2018, quando Jair Bolsonaro, então filiado ao PSL, venceu Fernando Haddad (PT), o percentual foi de 21,3%.
Nas eleições de 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL), a ausência caiu para 20,6% no segundo turno. No primeiro turno daquele ano, a taxa havia sido de 20,9%.
Em 2006, quando Lula venceu Geraldo Alckmin (PSDB), a abstenção foi de 19%. Já em 2002, na disputa entre Lula e José Serra, o índice chegou a 20,5%.
O menor percentual de ausência em um segundo turno presidencial desde a retomada das eleições diretas foi registrado em 1989, quando 14,4% dos eleitores não compareceram à votação entre Fernando Collor de Mello (PRN) e Lula.
Nas eleições de 1994 e 1998, vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), não houve segundo turno.
Com o índice de 19,21% em 2026, a abstenção voltou a ficar abaixo de 20% em uma eleição presidencial, em um cenário marcado pela disputa acirrada entre os candidatos e pelo aumento das mobilizações durante a etapa decisiva da campanha.
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