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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou um feito histórico neste domingo (25) ao ser reeleito para o seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Além de se consolidar como o único político eleito democraticamente quatro vezes para a Presidência da República no Brasil, o petista foi o responsável por protagonizar a primeira virada no segundo turno presidencial desde a redemocratização do país.
A derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) quebrou uma escrita histórica que se mantinha inviolada desde 1989, ano em que os brasileiros voltaram a votar diretamente para presidente. Até hoje, em todas as sete eleições presidenciais disputadas em dois turnos, o candidato que terminou a primeira etapa na frente sempre havia confirmado a vitória na votação final.
A quebra da tradição de 37 anos
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia saído das urnas na liderança, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. A vantagem do parlamentar era de 2,23 milhões de votos (uma diferença de 1,87 ponto percentual).
Apesar de ter atraído o apoio de novos partidos e lideranças no segundo turno, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro não conseguiu conter o avanço do atual presidente na reta final da campanha.
Com isso, a tradição iniciada em 1989 por Fernando Collor de Mello — e mantida por Lula (2002 e 2006), Dilma Rousseff (2010 e 2014) e Jair Bolsonaro (2018) — chegou ao fim. As únicas exceções no período foram as eleições de 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso venceu ainda em primeiro turno.
Segunda derrota da família Bolsonaro e incerteza no Senado
A vitória de Lula marca a segunda derrota consecutiva da família Bolsonaro para o petista, após Jair Bolsonaro ter perdido a disputa pela reeleição em 2022 por uma margem de 2,1 milhões de votos.
A indicação do filho mais velho havia sido selada em dezembro de 2025 por escolha do próprio ex-presidente, superando a preferência de alas do Centrão e da direita que defendiam a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Com o resultado desfavorável, Flávio Bolsonaro não apenas perdeu a chance de devolver o grupo político da família ao governo federal, mas também ficará sem mandato eletivo a partir de 31 de janeiro de 2027, quando se encerra seu ciclo de oito anos no Senado Federal.
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