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Em um balanço divulgado nesta sexta-feira (27), o governo federal informou que mais de 326 mil pessoas já utilizaram a nova Plataforma Centralizada de Autoexclusão para encerrar suas contas em sites de apostas esportivas, as populares “bets”. O número reflete uma adesão crescente à ferramenta criada para combater a dependência em jogos de azar no Brasil.
A plataforma funciona como um “botão de emergência” para o cidadão: com apenas uma solicitação, o usuário consegue bloquear seu cadastro em todas as casas de apostas regulamentadas no território nacional de forma simultânea.
Bloqueio Total e Fim da Publicidade
Segundo o Executivo, a autoexclusão garante três proteções imediatas ao usuário:
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Encerramento de contas: Todos os acessos em sites de apostas ativos são finalizados;
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Barreira de entrada: O CPF do cidadão fica impedido de realizar novos cadastros em qualquer plataforma do setor;
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Silêncio digital: As casas de apostas ficam proibidas de enviar publicidade direcionada (e-mails, SMS ou notificações) para o usuário.
“Bet não é investimento”
Além da divulgação dos números, o governo aproveitou a publicação nas redes sociais para subir o tom contra a ideia de que as apostas podem ser uma fonte de renda. O texto alerta que o hábito pode evoluir rapidamente para prejuízos financeiros, problemas familiares e comprometimento da saúde mental.
“Bet não é investimento. Apostar pode gerar dependência e levar à perda de dinheiro. Se o jogo deixou de ser uma diversão e começou a trazer prejuízos, é hora de parar”, afirma a nota do governo.
Apoio pelo SUS
Para os casos em que a autoexclusão não é suficiente, o governo reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento especializado para pessoas que apresentam sinais de ludopatia (vício em jogos). O atendimento inclui suporte psicológico e médico para ajudar na recuperação da dependência.
A regulamentação do mercado de apostas segue como uma das prioridades do Ministério da Fazenda para garantir que o setor opere sob regras de publicidade responsável e proteção ao consumidor.