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Até o dia 4 de abril, que é a data do prazo para filiação partidária de quem vai disputar a eleição municipal deste ano, cerca de 68 dos 197 vereadores eleitos pelo PT no Estado de São Paulo já haviam deixado o partido. O número equivale a um terço (34%) dos vereadores eleitos.
O motivo, de acordo com os vereadores e dirigentes, é a mudança na lei eleitoral que proibiu as coligações para cargos proporcionais. Sem poder montar chapas completas somente com candidatos do PT em suas cidades, os parlamentares optaram então pela troca de sigla e manter suas chances de reeleição.
Outro motivo também em destaque é ainda o reflexo da derrota sofrida pelo PT nas eleições municipais de 2016. Naquele pleito, caracterizado pelo antipetismo na esteira da Lava Jato, o partido caiu de 69 para oito prefeitos no maior colégio eleitoral do país. Dois deles também já deixaram o partido.
“Não consegui 11 pessoas para fechar uma chapa completa. Está pesado lidar com isso, tenho uma história no PT e pretendo manter o vínculo”, disse Homero Marques Filho, 35 anos, vereador no quarto mandato pelo PT em Palmital, cidade de 21 mil habitantes localizada há 415 km da capital.
Homerinho, como é conhecido, decidiu sair do PT e ir para o PSD, partido do prefeito José Roberto Ronqui, que tenta a reeleição. Segundo ele, o motivo foi pragmático. Em 2016 o partido não atingiu o coeficiente eleitoral e Homerinho teria ficado de fora se o PT não tivesse se coligado com o PSD e outros partidos.
Ainda de acordo com o deputado, o fenômeno atingiu outros partidos. Dos 11 vereadores da cidade, oito trocaram de legenda por causa do fim das eleições proporcionais.
Em 2020, o PT estima lançar 4.500 candidatos a vereador no Estado e quer eleger 10% deles. Serão cerca de 140 candidatos a prefeito em São Paulo. A meta é que pelo menos 30 vençam.