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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO regime do Irã executou, neste domingo, um estudante universitário de 19 anos e outro homem acusados de participação em protestos contra o regime. Segundo organizações de direitos humanos, os condenados não tiveram sequer a oportunidade de se despedir de familiares antes da execução.
De acordo com a Hengaw Organization for Human Rights, os executados foram identificados como Mohammad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast Kalour. Ambos foram enforcados em uma prisão localizada em Karaj, cidade próxima à capital Teerã.
As autoridades iranianas acusaram os dois de “guerra contra Deus”, uma das mais graves acusações no país e que pode levar à pena de morte. Eles também foram denunciados por “corrupção na Terra”, incêndio criminoso contra instalações públicas e conspiração contra a segurança nacional.
Segundo a ONG, Biglari e Kalour teriam participado de um protesto em dezembro, durante o qual um prédio ligado à força voluntária Basij — grupo paramilitar alinhado ao regime — foi incendiado. Os acusados também teriam tentado invadir um arsenal no local.
Advogados do estudante afirmam que não tiveram acesso ao processo nem puderam apresentar defesa adequada. Ainda de acordo com a Hengaw, Biglari teria confessado o crime, mas não há detalhes sobre as circunstâncias da suposta confissão. Organizações internacionais frequentemente acusam o regime iraniano de usar tortura para forçar declarações de culpa.
As execuções ocorreram nas primeiras horas de domingo, sem que os condenados tivessem direito a uma última visita com suas famílias. O caso teve forte impacto sobre o pai de Biglari, que chegou a procurar o corpo do filho entre vítimas de uma repressão violenta ocorrida em janeiro.
O jovem desapareceu após a onda de protestos registrada nos dias 8 e 9 daquele mês em Teerã. A família só soube de sua prisão semanas depois, quando detentos libertados revelaram a identidade de pessoas que ainda permaneciam sob custódia do Estado.
As mortes fazem parte de uma nova escalada de repressão do regime iraniano contra manifestantes que participaram dos protestos entre dezembro e janeiro. Embora a mídia estatal confirme ao menos 14 execuções desde o início do ano, a Hengaw afirma ter identificado evidências de cerca de 160 enforcamentos no mesmo período.
Segundo a Human Rights Activists News Agency, mais de 7 mil pessoas teriam sido mortas durante a repressão violenta de janeiro, enquanto milhares foram presas.
Entidades como a Amnesty International alertam para o risco de novas execuções nas próximas semanas, à medida que o regime intensifica a repressão aos protestos. A comunidade internacional acompanha com preocupação o aumento das denúncias de violações de direitos humanos no país.

































































