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🧡 Ver Ofertas na ShopeeClube defende aperfeiçoamento das regras e afirma que veto reduziria recursos para o esporte e para a arrecadação pública; nota foi divulgada horas antes do anúncio de medidas do governo Lula contra os jogos on-line.
O Flamengo criticou nesta sexta-feira (25) a possibilidade de proibição das bets no Brasil. Em nota intitulada “Proibir não acaba com o jogo”, o clube afirmou que a medida poderia fortalecer o mercado clandestino e reduzir significativamente os recursos destinados ao esporte.
A manifestação ocorre diante da decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de endurecer as regras para os jogos de azar on-line. O Planalto apresenta às 17h desta sexta-feira medidas de restrição ao setor e iniciativas para a renegociação de dívidas das famílias.
Na quarta-feira (23), Lula afirmou durante ato de campanha no Rio de Janeiro que pretende “acabar com as bets” e declarou que os clubes de futebol precisarão buscar outras formas de financiamento. “Sinceramente, em nome da boa política, em nome da sociedade brasileira, a gente vai acabar com isso. E os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro”, declarou o presidente.
Argumentos do Flamengo
Na nota, o Flamengo afirmou que a regulamentação das apostas pode ser aperfeiçoada e ter regras mais rígidas, mas se posicionou contra uma eventual proibição. “Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”, citou a diretoria.
Segundo o clube, uma mudança desse tipo afetaria a segurança jurídica e traria impactos ao futebol profissional, às categorias de base, ao futebol feminino, aos esportes olímpicos e aos campeonatos. Também atingiria empregos, fornecedores e empresas de comunicação, marketing e tecnologia vinculadas ao esporte.
Mercado ilegal
O Flamengo argumentou que impedir a atuação das empresas autorizadas não acabaria com as apostas e abriria mais espaço para plataformas clandestinas. O clube citou pesquisa do Instituto Locomotiva realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores. Estudo da LCA Consultores baseado no levantamento estima que 38% a 44% do valor apostado on-line no Brasil esteja em plataformas clandestinas.
Segundo os dados citados pelo Flamengo, a fatia estimada do mercado ilegal era de 41% a 51% em 2025 e caiu para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026, depois da regulamentação. “O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar”, afirmou o clube.
O Flamengo também declarou que uma eventual proibição poderia reduzir a arrecadação pública obtida com impostos e destinações previstas na legislação.
Flamengo lidera patrocínios
A manifestação ocorre em um momento em que as casas de apostas têm peso relevante nas receitas do clube. Levantamento da Sports Value mostra que o Flamengo recebeu R$ 269 milhões em patrocínios de bets em 2025, o maior valor entre os clubes detalhados pela consultoria. A quantia representou 50% da receita de marketing e 13% de todo o faturamento do clube.
No conjunto dos 20 maiores clubes brasileiros, as casas de apostas responderam, segundo a Sports Value, por 34% das receitas de marketing em 2025. Foram cerca de R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 3,2 bilhões.
Empresas do setor também vêm reagindo à possibilidade de novas restrições. Casas de apostas notificaram clubes do Brasileirão sobre a possibilidade de rescindir contratos de patrocínio caso as medidas do governo afetem sua atuação. Emissoras de televisão também receberam notificações.



































































