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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA missão Artemis II já entrou para a história antes mesmo de completar seu principal objetivo. No último fim de semana, os astronautas registraram imagens inéditas do lado oculto da Lua — uma região jamais observada diretamente por olhos humanos.
O destaque foi a visualização completa da bacia de Orientale, uma enorme cratera de impacto localizada na face oculta do satélite natural. Segundo a NASA, é a primeira vez que toda a formação é vista diretamente por uma tripulação humana.
A imagem foi divulgada nas redes sociais da agência, que celebrou o momento como “histórico”.
Apesar do feito, o registro é considerado apenas uma prévia do momento mais aguardado da missão: o sobrevoo lunar, previsto para começar na tarde desta segunda-feira. A manobra deve durar pouco mais de seis horas e inclui um período de cerca de 40 minutos de blackout de comunicação, quando a Lua bloqueará o sinal entre a cápsula Orion e a Terra.
Durante o sobrevoo, a nave deve atingir altitudes entre 6.400 e 9.600 quilômetros da superfície lunar. A essa distância, a Lua será vista pelos astronautas como um objeto do tamanho de uma bola de basquete, quando observada pelas janelas da cápsula.

A Terra vista através da janela da cápsula Artemis II enquanto a espaçonave viajava pelo espaço em direção à Lua. via REUTERS
O diferencial da missão é justamente a observação direta do lado oculto da Lua — uma região que, embora já tenha sido fotografada por sondas não tripuladas, nunca havia sido vista por humanos. Durante as missões do programa Apollo, há mais de 50 anos, essa face permaneceu sempre na sombra.
A astronauta Christina Koch relatou a sensação incomum ao observar o satélite por um ângulo diferente. “As partes escuras não estão onde deveriam estar. Há algo que faz você perceber que não é a Lua que estamos acostumados a ver”, disse.
A missão, que tem duração total de 10 dias, passou o fim de semana atravessando o espaço cislunar — região entre a Terra e a Lua. Após o lançamento, a nave realizou a chamada injeção translunar, atingindo velocidades superiores a 35 mil km/h e escapando da órbita terrestre.
Agora, sob influência da gravidade lunar, a cápsula será impulsionada de volta à Terra usando um efeito conhecido como “estilingue gravitacional”, sem necessidade de acionamento dos motores após o sobrevoo.
A técnica já foi utilizada na missão Apollo 13, que conseguiu retornar à Terra após uma falha crítica. Na ocasião, os astronautas estabeleceram o recorde de maior distância já percorrida por humanos no espaço.
A Artemis II deve superar essa marca, atingindo cerca de 406 mil quilômetros da Terra — aproximadamente 6 mil quilômetros a mais que o recorde anterior.
A missão é considerada um passo fundamental para o retorno da humanidade à Lua. A NASA prevê uma nova missão tripulada em órbita terrestre em 2027, seguida por um pouso lunar em 2028. No longo prazo, o objetivo é avançar rumo a missões tripuladas a Marte.

Tripulação da Artemis II: o piloto Victor Glover, o comandante Reid Wiseman e os especialistas Jeremey Hensen e Christina Koch.




















































