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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) que os investigados no caso do Banco Master prestem depoimento à Polícia Federal (PF) no prazo de 30 dias. A decisão faz parte das diligências da Operação Compliance Zero, que apura suposta fraude bilionária envolvendo a compra de carteiras de crédito pelo Banco Master junto ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo Toffoli, a medida é necessária “não só para o sucesso das investigações, mas também como proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam”. O ministro também autorizou a PF a ouvir dirigentes do Banco Central e a solicitar, se justificado, a quebra de sigilos telefônicos e telemáticos dos investigados ou de terceiros.
O processo corre sob sigilo de justiça desde que Toffoli aumentou o grau de confidencialidade do caso, em decisão que impede a divulgação de detalhes e até mesmo das iniciais das partes envolvidas. A medida foi tomada após a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recorrer ao STF devido à citação de um parlamentar já investigado em outro processo da Suprema Corte.
Vorcaro ficou preso por 12 dias no contexto da Operação Compliance Zero, mas foi solto em 29 de novembro após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que manteve medidas cautelares sobre ele e outros quatro investigados.
A operação investiga a compra de carteiras de crédito falsas pelo Banco Master, utilizando empresas de fachada, como a Tirreno. Segundo a Polícia Federal, embora o BRB alegue ter seguido procedimentos formais de aprovação para a aquisição, não foram detectadas irregularidades graves apontadas pelo Banco Central, como créditos inexistentes, sobreposição de CPFs e falta de comprovação documental.
O BRB aceitou a restituição de R$ 6,7 bilhões pela Tirreno em parcelas mensais, de junho a dezembro de 2025, embora a PF aponte que a devolução imediata seria necessária. “O parcelamento corrobora a hipótese criminal de que a vontade inicial do BRB sempre foi de emprestar dinheiro ao Banco Master”, afirmou a PF.
Inicialmente, a operação recebeu o nome Ostap Bender, em referência ao personagem vigarista do romance soviético O Bezerro de Ouro, mas depois passou a se chamar Compliance Zero.