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Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26) mostra que os brasileiros estão divididos sobre o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio.
Segundo o levantamento, 47,9% dos entrevistados consideram que a homenagem “está dentro da legalidade e faz parte da liberdade de expressão da escola”. Já 45,4% avaliam que o desfile configurou “propaganda política antecipada que consiste crime eleitoral e deve ser punida pelo TSE”. Outros 6,8% disseram não saber opinar.
O enredo apresentado neste ano foi “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A escola, que estreou no Grupo Especial do Carnaval carioca, acabou rebaixada para o Grupo de Acesso.
A pesquisa indica que o desfile teve ampla repercussão. Apenas 3,6% afirmaram não ter ficado sabendo da homenagem. A maioria (68,9%) disse ter acompanhado por meio de cortes e comentários na internet, enquanto 27,5% assistiram à maior parte ou à totalidade da apresentação.
Questionados sobre eventual participação do governo federal, 40,9% afirmaram que não houve qualquer interferência, considerando que o desfile foi totalmente produzido pela escola. Por outro lado, 32,8% acreditam que houve participação ativa do governo na idealização de elementos da apresentação, e 14,4% disseram que “talvez” tenha havido algum envolvimento. Outros 11,9% não souberam responder.
A sondagem também perguntou se Lula deveria ter aceitado a homenagem. Para 30,9%, o presidente deveria ter aceitado e participado do evento. Outros 29% defendem que ele aceitasse, mas mantivesse distância. Já 35,5% avaliam que o presidente deveria ter recusado a homenagem.
Outro ponto analisado foi a ala chamada “neoconservadores em conserva”, que trazia uma fantasia em formato de lata com a imagem de uma família formada por pai, mãe e dois filhos. Segundo a escola, a ala representava grupos que, na visão da agremiação, defendem o neoconservadorismo, como setores do agronegócio, defensores da ditadura militar, parte da classe alta e grupos religiosos evangélicos.
Sobre esse elemento, 41,8% classificaram como “crítica legítima a um falso conservadorismo”. Já 32,9% consideraram “zombaria ofensiva aos valores tradicionais” e 10,2% enxergaram “intolerância religiosa”. Outros 9,1% disseram se tratar apenas de humor carnavalesco.
Apesar da controvérsia, 56,2% afirmaram não ter se sentido ofendidos com a alegoria. Em contrapartida, 31,8% disseram ter se sentido “muito ofendidos” e 7,4% “um pouco ofendidos”.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.