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Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que o ex-banqueiro chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de “beócio” e “idiota” ao comentar uma postagem de Bolsonaro sobre suspeitas de fraude na instituição financeira. As informações foram obtidas pela Polícia Federal (PF) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
A publicação de Bolsonaro, de julho de 2024, comentava uma reportagem do jornal O Globo que indicava que gerentes da Caixa Econômica foram demitidos após barrar uma operação de R$ 500 milhões em compras de títulos do Master, considerada “arriscada” e “atípica”.
“Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram DEMITIDOS. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações”, escreveu o ex-presidente.
Em conversa com sua então namorada, Martha Graeff, Vorcaro criticou Bolsonaro e sugeriu que o ex-presidente publicou a mensagem com intenção de criticar o PT.
“O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado”, disse Vorcaro.
“Postou aonde?”, perguntou Martha.
“No tweeter dele (sic). Idiota”, respondeu ele.
“Wow não acredito”, comentou Martha.
O ex-banqueiro ainda indicou que “todos os amigos”, incluindo Ciro Nogueira, teriam feito contato com Bolsonaro para tentar remediar a situação. “Mas nao tinha como tirar. Cara é um beócio. Alguem falou que era coisa PT [e] ele postou”, escreveu Vorcaro.
O termo “beócio” remonta à região da Beócia, na Grécia Antiga, cujos habitantes eram considerados iletrados, sendo usado historicamente para caracterizar alguém ignorante ou sem conhecimento suficiente em determinado assunto.
Vorcaro foi preso novamente nesta quarta-feira, na terceira fase da operação que investiga um amplo esquema de fraude. A PF apura crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
A primeira fase da operação, deflagrada em novembro do ano passado, já havia levado à prisão de Vorcaro, que foi solto 11 dias depois com tornozeleira eletrônica. A terceira fase concentrou-se nos laços do ex-banqueiro, envolvendo buscas e apreensões em residências de familiares e empresários, além de documentos e mensagens com ameaças e menções a autoridades da República.