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O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star após apresentar um quadro considerado grave de pneumonia. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13) pelo cardiologista Brasil Caiado, durante coletiva de imprensa em frente à unidade hospitalar.
Segundo o médico, Bolsonaro foi levado ao hospital após passar mal durante a madrugada na cela da Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Ele apresentou calafrios e vômitos antes de ser encaminhado para atendimento médico.
De acordo com Caiado, o ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa e está recebendo antibioticoterapia venosa, além de suporte clínico não invasivo na UTI.
“O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade, começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós fizemos”, detalhou o médico.
Após a realização de uma tomografia, os médicos confirmaram a presença de infecção nos dois pulmões, com maior comprometimento no lado esquerdo. Caiado afirmou que a extensão da pneumonia é maior do que em episódios anteriores enfrentados pelo ex-presidente.
“A tomografia confirmou a nossa suspeita inicial e mostrando uma broncopneumonia bilateral mais acentuada à esquerda. E o que chama atenção, este quadro, esta pneumonia é a maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”, afirmou.
O médico lembrou que Bolsonaro já havia apresentado um quadro semelhante em agosto do ano passado, e que exames posteriores ainda indicavam resquícios da infecção anterior.
“Ele teve um quadro de pneumonia semelhante em agosto. Na avaliação que nós fizemos de controle de tomografia em dezembro, ainda tinha um resquício desta pneumonia de agosto. Quer dizer, mostrou que o organismo fica com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”, explicou.
Segundo Caiado, a nova infecção pode estar relacionada a episódios de refluxo gastroesofágico, associados a esofagite e gastrite, condições que podem levar à aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões.
“Este refluxo, quando é aspirado do pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave. Nós o trouxemos rapidamente para cá, a remoção foi relativamente rápida”, disse.
Apesar de fazer uso de sete medicamentos diários voltados ao trato digestivo, o médico afirmou que o foco da equipe neste momento é conter a infecção.
“Depois desta internação, o foco total é na infecção. Proteção total para o paciente. O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Como eu falei, nós não sabemos como evoluirá. Então é monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo”.
Segundo Caiado, após receber dois antibióticos, Bolsonaro apresentou leve melhora clínica, mas ainda relata sintomas como enjoo, dor de cabeça e dores musculares típicas de processos infecciosos.
“O que nós temos que fazer agora é aguardar o efeito do medicamento”, concluiu o médico.
O senador Flávio Bolsonaro havia afirmado anteriormente que, apesar da gravidade do quadro, não havia risco imediato à vida do ex-presidente, embora esta seja considerada a pior situação enfrentada por ele em relação ao acúmulo de líquido no pulmão até agora.