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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou nesta terça-feira (30) a morte de uma pessoa por intoxicação causada por metanol na capital paulista. Outras quatro mortes estão sob investigação, além de cinco casos já confirmados e 17 suspeitos.
Tarcísio classificou a situação como um problema “estrutural” e informou que a Polícia Civil está conduzindo as investigações, enquanto o Ministério da Saúde já foi notificado. O governador negou qualquer envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) nos incidentes.
“Isso tem mobilizado nossas equipes. Todos os inquéritos estão sendo centralizados para que a gente possa ter uma coordenação única na Polícia Civil. Além desse gabinete de crise que vai se reunir periodicamente para acompanhar a evolução dos fatos, vamos fazer a interdição cautelar dos estabelecimentos onde houve consumo dessas bebidas”, disse.
O governador acrescentou que a Polícia Civil e a Secretaria da Fazenda aprofundarão as investigações para identificar a origem das bebidas e os responsáveis pela adulteração. “É um problema não só fiscal, mas também de saúde pública”, afirmou.
Orientações para a população
O governo estadual orienta que os consumidores fiquem atentos a três pontos antes de ingerir bebidas alcoólicas:
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Não dirigir após beber – “Beber não combina com direção em hipótese alguma, seja qual for a quantidade”, alertou o governador.
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Manter-se hidratado e se alimentar – A hidratação e alimentação adequada ajudam a reduzir os efeitos do álcool e os riscos de intoxicação por metanol.
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Verificar a origem da bebida – “O lacre deve ser aberto na frente do consumidor. Procure conferir quem prepara a bebida e como é feita”, disse Tarcísio.
Efeitos do metanol
O metanol, também chamado de álcool metílico, é altamente tóxico mesmo em pequenas doses. Seus sintomas incluem visão turva, dor de cabeça intensa, náusea e alterações de consciência. Nos casos mais graves, pode causar cegueira irreversível e até a morte.
O tratamento em hospitais envolve antídotos (etanol venoso), vitaminas como ácido fólico e hemodiálise nos casos mais severos. A substância é usada em indústrias químicas, fabricação de plásticos, biodiesel e combustíveis, mas a ingestão acidental ocorre principalmente por bebidas destiladas adulteradas, como gin, vodca e uísque, vendidas em bares, festas, lojas de conveniência, adegas e distribuidoras.