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A Polícia Civil investiga se o pai de Kratos Douglas, de 11 anos, filmava e vendia imagens do menino sendo torturado. A criança foi encontrada morta dentro da casa onde vivia com a família no Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo.
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O pai, Chris Douglas, de 52 anos, a avó paterna, Aparecida Gonçalves, de 81, e a madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, de 42, estão presos e foram indiciados por tortura com resultado morte. A pena pode chegar a 16 anos de prisão.
Segundo a polícia, Kratos era acorrentado e torturado havia pelo menos um ano dentro da casa.
Câmeras, computadores e HDs
A suspeita de gravação e venda das imagens passou a ser apurada após investigadores encontrarem na residência:
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Vários computadores
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HDs e memórias digitais
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Diversas câmeras espalhadas pela casa
“A casa era monitorada, havia vários computadores. Nós apreendemos os computadores, apreendemos HDs, vários tipos de memória. Tudo isso será encaminhado à perícia para verificar o material. Se há algum material que possa nos dar uma finalidade” , afirmou o delegado Thiago Bassi.
Os investigadores aguardam os resultados das perícias para saber se havia gravações das agressões e se esse conteúdo era armazenado ou compartilhado.
Já foi solicitada e concedida a quebra dos dados telemáticos (comunicações digitais) para aprofundar a investigação.
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O que dizem os presos
Chris Douglas (pai) admitiu em interrogatório que prendia o filho com corrente para impedir que ele fugisse de casa. Ele negou que agredisse a criança, mas as autoridades encontraram lesões nas pernas do menino compatíveis com tortura. Kratos também estava desnutrido.
Aparecida (avó) e Camilla (madrasta) disseram que sabiam que Kratos era acorrentado, mas negaram participação. Afirmaram que o que faziam era alimentar o garoto.
Elas alegaram que o menino fugia quando ia à escola e que esse seria o motivo da desnutrição.
Menino não era visto por vizinhos e não estudava
A polícia informou que a família morava na casa do Itaim Paulista há cerca de um ano e que, durante esse período, o menino praticamente não era visto fora do imóvel.
“Falamos com diversos vizinhos e todos eles foram unânimes em dizer que a criança sequer era vista. A maioria deles disse que não sabia nem da existência da criança na casa” , afirmou o delegado Thiago Bassi.
Segundo a polícia, Kratos não estava matriculado em nenhuma escola na capital. O último registro de matrícula da criança é em uma escola de Bauru, no interior paulista, em 2024.
Como o caso foi descoberto
Kratos foi encontrado morto no chão de um dos quartos da casa. A própria família acionou o Samu e o Corpo de Bombeiros, alegando que o menino estava passando mal. Quando os socorristas chegaram, ele já estava sem vida.
O corpo apresentava hematomas nos braços, mãos e pernas, além de outros sinais compatíveis com maus-tratos. Foram encontradas correntes, que o pai admitiu usar no filho.
A Polícia Militar foi chamada e deteve Chris. Em seguida, a Polícia Civil encontrou as câmeras de monitoramento interno.
Outras crianças
Mais duas crianças que estavam na casa foram levadas ao Conselho Tutelar:
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Um menino de 3 anos, filho da madrasta de Kratos
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Uma menina de 12 anos, filha da mãe do menino que morreu
A mãe de Kratos, que mora no interior do estado, será ouvida pela polícia como testemunha (não é investigada).
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