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O Banco Central (BC) anunciou nesta segunda-feira (22) a realização de mais um leilão de venda de dólares no mercado à vista, programado para a próxima quinta-feira (25). A medida busca conter a alta da moeda norte-americana, que encerrou o dia em forte valorização de 1,87%, cotada a R$ 6,1855. Na última semana, o dólar chegou a atingir R$ 6,30, impulsionado por incertezas sobre a política fiscal brasileira.
O leilão ocorrerá às 9h15, logo após a abertura do mercado de câmbio, e aceitará propostas para um máximo de US$ 3 bilhões. Desde 12 de dezembro, o BC já injetou US$ 27,76 bilhões no mercado, excluindo a intervenção anunciada nesta segunda-feira. A estratégia é conter a volatilidade da moeda e minimizar os impactos no cenário econômico.
As sucessivas intervenções são resposta à escalada do dólar, alimentada por dúvidas sobre a capacidade do governo de equilibrar as contas públicas. O mercado teme que o pacote fiscal em tramitação no Congresso Nacional não seja suficiente para conter o aumento das despesas federais. Alterações no texto, como a flexibilização das regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a limitação do bloqueio de emendas parlamentares, contribuíram para aumentar as incertezas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no entanto, minimizou os ajustes realizados pelo Legislativo, classificando o resultado como “muito interessante” diante do curto prazo para a análise das propostas.
Na última semana, o BC já havia realizado dois grandes leilões, totalizando US$ 8 bilhões em vendas à vista. Um dos leilões, no valor de US$ 5 bilhões, foi o maior registrado em uma única operação desde o início do regime de câmbio flutuante, superando a marca de março de 2020.