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O dólar encerrou a terça-feira (18) em mais uma queda, marcando sua sexta sessão consecutiva de desvalorização no Brasil. A moeda norte-americana fechou a R$5,6755, uma baixa de 0,19%, o menor valor desde 24 de outubro de 2024, quando foi cotado a R$5,6635. Nos últimos seis pregões, o dólar acumulou uma queda de 3,06%, refletindo o fortalecimento do real e o fluxo de entrada de recursos no país.
O movimento de valorização do câmbio brasileiro foi impulsionado por uma série de fatores, incluindo a falta de surpresas no mercado em relação à proposta do governo de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda. A medida, que deve beneficiar mais de 10 milhões de contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5 mil, já havia sido repercutida negativamente pelo mercado no fim de novembro. Para compensar a perda de arrecadação, o governo propôs taxar os super-ricos, ou seja, aqueles com renda mensal superior a R$ 50 mil.
Além disso, o cenário externo também contribuiu para o movimento do câmbio. A escalada de conflitos na Faixa de Gaza, após ataques de Israel que resultaram em mais de 400 mortes, gerou preocupações no mercado. A incerteza em torno dos conflitos e a expectativa por uma possível redução da tensão internacional tornaram o telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia ainda mais relevante para os investidores.
Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, renovou máximas em cinco meses, registrando a quinta alta seguida e superando os 131 mil pontos. A combinação desses fatores positivos fez com que o mercado brasileiro mantivesse um desempenho favorável, mesmo com as incertezas externas.