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Nesta quarta-feira (2), o mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela ao chamado “Dia da Libertação” de Donald Trump, marcado pela expectativa de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos. O dólar registrou alta de 0,27%, fechando a R$ 5,70, enquanto o Ibovespa encerrou o dia praticamente estável, aos 131.190 pontos.
A volatilidade do mercado refletiu a apreensão dos investidores diante da falta de clareza nas declarações de Trump. O presidente americano só detalhou suas decisões sobre as tarifas após o fechamento do pregão, aumentando a incerteza. A expectativa é que os EUA imponham uma tarifa de importação de 20% sobre todos os produtos estrangeiros.
A possível medida gerou preocupação sobre o impacto na economia americana, com estimativas de que os consumidores poderiam pagar, em média, US$ 2.045 a mais por ano em impostos. Além disso, a divulgação de dados positivos sobre o mercado de trabalho dos EUA, com a criação de 155 mil vagas em março, reforçou a preocupação de que o Federal Reserve (Fed) possa adiar o corte nas taxas de juros.
No Brasil, o Senado aprovou a “Lei da Reciprocidade”, que permite ao país adotar medidas retaliatórias contra barreiras comerciais estrangeiras. A expectativa é que a Câmara dos Deputados aprove a lei, definindo a estratégia brasileira em resposta ao protecionismo americano.
O Ibovespa, por sua vez, oscilou durante o dia, fechando com leve alta de 0,03%. As ações do GPA se destacaram, com forte valorização após o apoio de acionistas a mudanças no conselho de administração da empresa.
O volume financeiro do pregão atingiu R$ 17,3 bilhões, com o dólar à vista fechando a R$ 5,6963 e o dólar comercial a R$ 5,698. A moeda americana migrou para o território positivo no Brasil durante a manhã, com investidores buscando proteção na divisa.