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O dólar comercial fechou a terça-feira (8) em forte alta, cotado a R$ 5,99, após a Casa Branca confirmar que vai ampliar para 50% as tarifas sobre produtos importados da China. A medida, anunciada por Donald Trump, gerou instabilidade no mercado financeiro e levou o Ibovespa a cair 1,32%, encerrando o dia aos 123.931 pontos. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a ultrapassar os R$ 6.
A escalada nas tensões comerciais começou na semana passada, quando Trump havia anunciado tarifas de 34% sobre produtos chineses. Agora, somadas todas as taxas, a alíquota total sobre mercadorias chinesas chega a 104%, com vigência a partir desta quarta-feira (9).
A retaliação é uma resposta à decisão do governo chinês de também aplicar tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos. A nova ofensiva de Trump ocorre em um contexto de campanha eleitoral e reafirma sua postura protecionista.
Em pronunciamento oficial, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump segue disposto a negociar com a China, desde que os acordos sejam vantajosos para os Estados Unidos. “A América não precisa de outros países, enquanto eles precisam da América. Ele vai usar a vantagem de nossos mercados para beneficiar o povo”, declarou.
O Ministério do Comércio da China respondeu com firmeza, afirmando que “vai revidar até o fim” caso os EUA mantenham as tarifas. Pequim já apresentou uma queixa formal contra Washington na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as medidas americanas violam regras internacionais.