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O setor de serviços no Brasil registrou um leve crescimento de 0,1% em maio de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta fez com que o segmento alcançasse o mesmo patamar do ponto mais elevado da série histórica, registrado em outubro de 2024, e permanecesse 17,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).
Responsável por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o setor acumula alta de 2,5% no ano e crescimento de 3% nos últimos 12 meses, ritmo mais acelerado do que o registrado em abril (2,7%).
Três das cinco atividades pesquisadas contribuíram para o avanço em maio. O maior destaque foi o grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceu 0,9% no mês e acumula ganho de 2,9% nos últimos quatro meses. Também tiveram desempenho positivo os segmentos de outros serviços (1,5%), que recuperaram parte da perda de 2,1% dos meses anteriores, e informação e comunicação (0,4%), que acumula alta de 0,5% em dois meses consecutivos de crescimento.
Em contrapartida, os serviços de transportes registraram queda de 0,3%, eliminando parte dos ganhos de fevereiro a abril (3,1%). Já os serviços prestados às famílias recuaram 0,6%, com perdas acumuladas de 0,7% em dois meses consecutivos de retração.
Desempenho regional
O volume de serviços cresceu em 9 das 27 unidades da Federação na passagem de abril para maio. Os principais impactos positivos vieram de São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro (1,8%), seguidos por Mato Grosso (2,5%) e Minas Gerais (0,5%).
Por outro lado, Distrito Federal (-3,2%) e Pernambuco (-3,9%) foram os estados com as maiores quedas no mês, influenciando negativamente o resultado nacional.
Turismo em queda
O índice de atividades turísticas caiu 0,7% em maio, após alta de 3,2% em abril. Apesar da retração, o setor ainda está 12,4% acima do nível pré-pandemia e 1,1% abaixo do pico registrado em dezembro de 2024.
Segundo o IBGE, 9 dos 17 locais analisados acompanharam a tendência de queda. São Paulo (-2,7%) teve o maior impacto negativo, seguido por Pernambuco (-3,3%), Bahia (-1,8%) e Goiás (-4,3%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (2,3%) e Paraná (2,6%) foram os destaques positivos no mês.
Comparação anual
Na comparação com maio de 2024, o setor de serviços cresceu 3,6%, marcando a 14ª taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. O avanço foi impulsionado por quatro das cinco atividades analisadas, com crescimento em 56,6% dos 166 tipos de serviços pesquisados.
Entre os segmentos com maior impacto positivo estão informação e comunicação (6,2%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,2%), impulsionados principalmente por serviços ligados à internet, como portais e provedores de conteúdo.
Também contribuíram para o resultado os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,9%) e os serviços prestados às famílias (2,1%). A única influência negativa no mês veio da categoria de outros serviços (-1,4%), afetada por quedas de receita em serviços financeiros auxiliares e atividades relacionadas a cartões de crédito e seguros.