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O dólar operava em queda nesta terça-feira (29), em meio a uma semana movimentada para a economia global, marcada por decisões importantes sobre as taxas básicas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além da reta final das negociações comerciais entre os dois países.
Os mercados financeiros concentram a atenção para a “superquarta” — o dia em que os dois principais bancos centrais do mundo anunciam suas decisões de política monetária. Nesta quarta-feira (30), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed), divulgam os resultados das suas reuniões iniciadas nesta terça.
Na última reunião, realizada em junho, o Copom elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.
Nesta terça-feira, o dólar encerrou o dia em baixa de 0,38%, cotado a R$ 5,56. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, apresentou alta de 0,45%, buscando se recuperar das recentes perdas. Mesmo assim, o índice permanece em torno dos 132 mil pontos, longe dos 141 mil pontos registrados no início do ano.
No cenário comercial, a atenção permanece voltada para o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump anunciou a cobrança de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, que deve entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto, caso não haja um acordo entre os países.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça que percebe “sinal de interesse” por parte dos norte-americanos em avançar nas negociações. “O Brasil nunca abandonou a mesa de negociação. Eu acredito que, nesta semana, já há algum sinal de interesse em conversar”, disse Haddad à imprensa.
O ministro ressaltou ainda que, apesar da proximidade da data estipulada para o início da tarifação, o governo brasileiro não está preocupado, já que negociações podem continuar mesmo após 1º de agosto. Haddad também mencionou a existência de um plano de contingência contra o tarifaço, embora a prioridade do Executivo seja buscar um acordo com os EUA.