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Mesmo com a entrada em vigor das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, o dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 5,463, com recuo de 0,78%. Foi o quarto pregão consecutivo de baixa da moeda norte-americana.
A nova rodada de sobretaxas anunciada pelo presidente americano Donald Trump passou a valer às 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira e atinge principalmente exportações de carne bovina, café e frutas. Produtos como suco de laranja, petróleo, aviões e fertilizantes ficaram de fora da medida.
Apesar da escalada da guerra comercial entre os dois países, o mercado cambial respondeu com tranquilidade. A queda do dólar foi acompanhada por um ambiente de expectativa quanto à resposta oficial do governo brasileiro ao chamado “tarifaço”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o texto do pacote de contingência estava em fase final de elaboração, mas não deu prazo para sua apresentação. Segundo interlocutores do governo, a decisão final será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que considera envolver os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em uma resposta conjunta.
Enquanto isso, Trump também mirou outro parceiro comercial. O republicano assinou uma ordem executiva impondo uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados da Índia, elevando a taxa total para 50%. A justificativa foi a importação direta ou indireta de petróleo russo pelo país asiático.
No mercado de ações, destaque para a valorização do Itaú Unibanco, com alta de 1,26% nos papéis preferenciais (Itaú PN). O bom desempenho foi impulsionado pela divulgação do balanço do segundo trimestre, que agradou os investidores e animou o setor financeiro em geral.