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Analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir as projeções para a inflação e passaram a ver uma taxa básica de juros menor no fim de 2026, segundo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC). O levantamento reúne semanalmente as expectativas de economistas e instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
De acordo com o relatório, a mediana das projeções para a taxa Selic ao final de 2026 caiu de 12,25% para 12,13%. A revisão ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter decidido, na semana passada, manter os juros em 15% ao ano, encerrando o calendário de reuniões de 2025 sem mudanças na taxa básica.
Para o curto prazo, os analistas continuam apostando na manutenção da Selic também na próxima reunião do Copom, marcada para janeiro. A avaliação predominante no mercado é de que o Banco Central seguirá com uma postura cautelosa, diante do cenário inflacionário ainda acima do centro da meta.
A ata da última reunião do Copom, que será divulgada nesta terça-feira (16), é aguardada com atenção pelos agentes econômicos. O documento pode trazer mais detalhes sobre a avaliação do colegiado e eventuais sinais sobre os próximos passos da política monetária. No comunicado divulgado após a decisão, o BC reforçou que considera adequada a manutenção da taxa em patamar elevado por um período “bastante prolongado” para garantir a convergência da inflação à meta, sem indicar quando poderia iniciar um ciclo de cortes nos juros.
No campo da inflação, a pesquisa Focus mostrou nova melhora nas expectativas. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 foi reduzida de 4,40% para 4,36%. Já para 2026, a estimativa recuou de 4,16% para 4,10%. Apesar do movimento de queda, as projeções seguem acima do centro da meta oficial, fixado em 3%.
O regime de metas de inflação prevê uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Ainda assim, a permanência das expectativas próximas ao teto do intervalo mantém o Banco Central em estado de alerta.
Em relação à atividade econômica, as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram estáveis. Os analistas projetam expansão de 2,25% neste ano e de 1,80% em 2026, indicando uma desaceleração gradual da economia no próximo período, possivelmente influenciada pelos juros elevados e por um cenário internacional mais desafiador.