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O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,188, atingindo o menor patamar desde maio de 2024. A valorização de outras moedas, a alta do petróleo e do iene, impulsionada pela vitória do partido da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi nas eleições legislativas, contribuíram para a desvalorização da moeda americana.
No mercado global, a pressão sobre o dólar foi intensificada após a divulgação de que reguladores chineses recomendaram que bancos do país reduzissem a exposição a Treasuries — títulos do Tesouro dos Estados Unidos — para diminuir riscos. A informação, publicada pela Bloomberg News, reforçou a percepção de que investidores estrangeiros estariam evitando ativos americanos, beneficiando moedas como o real.
O cenário favorável também se refletiu no mercado de ações brasileiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa, atingiu novo recorde histórico ao fechar aos 186.313 pontos, com alta de 1,76%. O desempenho do índice foi impulsionado pelo bom humor dos investidores, atentos à entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e aos resultados financeiros de grandes empresas do setor bancário.
Entre os destaques, o BTG Pactual (BPAC11) registrou lucro líquido ajustado de cerca de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre, 40,3% acima do mesmo período do ano anterior. Após o fechamento do pregão, BB Seguridade (BBSE3), Motiva (MOTV3) e São Martinho (SMTO3) também divulgaram seus resultados ao mercado.
Durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo destacou que a palavra-chave do atual ciclo de política monetária é “calibragem”. Segundo ele, é necessário reconhecer a melhora em dados de inflação corrente e nas expectativas de mercado para os preços futuros.