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A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro de 2026, informou nesta terça-feira (24) a Receita Federal.
O valor representa um aumento real de 5,7% em relação a fevereiro do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 210,2 bilhões corrigidos pela inflação. Esse resultado é o maior já registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica da Receita, em 1995.
Segundo a Receita Federal, o crescimento da arrecadação está ligado principalmente à contribuição previdenciária e aos tributos PIS/Cofins, IRRF sobre rendimentos de capital e IOF. O aumento do IOF no ano passado e o desempenho positivo da economia brasileira também contribuíram para o recorde.
As receitas administradas pelo Fisco somaram R$ 215,2 bilhões, alta de 6,17% em relação a fevereiro de 2025. Já as receitas de outros órgãos totalizaram R$ 7,19 bilhões, com queda de 7,46% em relação ao mesmo período do ano passado.
O IOF teve arrecadação de R$ 8,7 bilhões, aumento de 35,7%, enquanto o IRRF sobre rendimentos de capital chegou a R$ 11,6 bilhões, alta de 19,4%, principalmente devido aos títulos de renda fixa, que cresceram 53,7%. O IPI também subiu 10%, de R$ 4,1 bilhões em 2025 para R$ 4,5 bilhões em 2026.
O setor de serviços impulsionou a arrecadação do PIS e do Cofins, que somaram R$ 47,7 bilhões, alta de 8,45% no mês.
No 1º bimestre de 2026, a arrecadação federal totalizou R$ 550,1 bilhões, também recorde histórico, com aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2025.
A Receita Federal destaca que o resultado é influenciado pelo comportamento da economia e pelos ajustes tributários feitos nos últimos anos. A meta fiscal de 2026 prevê superávit primário de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB, e o Orçamento estima um saldo positivo de R$ 34,5 bilhões para este ano.