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Após o deputado Paulinho da Força ter sido alvo da Operação Dark Side, que é um desdobramento da Lava Jato nesta terça-feira (14), a Justiça Eleitoral de São Paulo decretou que seja bloqueado R$ 1,7 milhão das contas do deputado.
Quem também teve cerca de R$ 1,4 milhões bloqueados foi o tesoureiro do Solidariedade, José Gaspar Ferraz de Campos.
De acordo com a análise do juiz Marco Antonio Martins Vargas, da 1ª Zona Eleitoral, existem “fortes indícios” dos valores terem sido recebidos como doação eleitoral, porém, sem serem declarados ao TSE, o que acaba por se tornar crime de caixa dois eleitoral.
Na decisão, que o portal O Antagonista teve acesso, o juiz afirma que “a prática conhecida como ‘caixa dois eleitoral’ permite o abuso do poder econômico pelo candidato que a prática e, notadamente, impede o equilibro do pleito em relação aos demais candidatos, circunstância que se mostra imprescindível a efetivação do sistema democrático”.
As investigações, comandadas pelo Ministério Público Eleitoral, visam que o dinheiro foi doado pela JBS durante as campanhas de 2010 e 2012 do deputado, porém nunca foram declarados ao TSE. Paulinho da Força e o tesoureiro do partido estão sendo acusados de lavagem de dinheiro e caixa dois eleitoral.