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A Rússia executou quatro militares ucranianos que se renderam no campo de batalha na região de Donetsk, denunciaram neste domingo fontes do exército ucraniano e o defensor do povo do país, Dmitro Lubinets.
No canal de Telegram do batalhão de sistemas não tripulados da 110ª Brigada das Forças Armadas da Ucrânia, foi publicado um vídeo da execução dos militares ucranianos, filmado por um drone.
Segundo o porta-voz da brigada, Ivan Siekach, seis soldados ucranianos foram bombardeados pela Rússia perto de Vremivka, um vilarejo a oeste da região. Dois deles morreram e quatro foram cercados em uma casa. Os soldados abandonaram a casa e se renderam, após o que foram fuzilados pelos soldados russos.
A execução foi confirmada por mensagens de rádio interceptadas entre as tropas russas, disse Siekach também à emissora pública ucraniana Suspilne. “O mundo precisa conhecer os crimes russos, este e milhares mais”, sublinhou.
O Comissário do Conselho Supremo de Direitos Humanos, Dmitro Lubinets, por sua vez, disse que informaria sobre este fato à ONU e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Segundo ele, além deste caso, a Rússia executou pelo menos 177 soldados ucranianos após sua rendição no campo de batalha. 109 foram assassinados em 2024. As execuções de soldados ucranianos tornaram-se uma parte sistêmica das ações da Rússia na Ucrânia, afirmaram os analistas militares.
Os criminosos de guerra russos que disparam contra prisioneiros de guerra ucranianos deveriam comparecer perante um tribunal internacional e sofrer o “castigo mais severo” previsto pela lei, escreveu Lubinets no Telegram.
“O tratamento atroz que a Rússia dispensa aos prisioneiros de guerra ucranianos é indesculpável e deve cessar imediatamente. A Rússia deve aderir aos seus compromissos internacionais e deixar de incentivar esses assassinatos por parte de figuras públicas russas”, afirmou o comissário europeu de Justiça, Didier Reynders, em um debate no Parlamento Europeu centrado na situação dos prisioneiros de guerra, após a execução de nove soldados ucranianos na região russa de Kursk.
Nesse sentido, o comissário belga ecoou a informação da Procuradoria ucraniana que aponta que 177 militares ucranianos morreram após serem capturados pela Rússia e também lembrou que a Human Rights Watch denunciou o uso “sistemático” da tortura contra os prisioneiros ucranianos.
“Os prisioneiros de guerra são submetidos a diferentes tipos de tortura, desde espancamentos severos a violência sexual, humilhações e fome em todas as fases do cativeiro”, comentou.
Reynders resumiu que as execuções e torturas por parte da Rússia apenas exemplificam novamente o “desprezo do Kremlin pelo Direito Internacional em geral e pelo Direito Internacional Humanitário”.
Por isso, em nome da UE, pediu à Rússia que cumpra seus compromissos expressos com o Direito Internacional Humanitário, para garantir que cessem as brutais execuções e torturas contra militares ucranianos capturados no contexto da guerra.
(Com informações da EFE)