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Hanna Katzir, uma mulher israelense que foi feita refém em 7 de outubro de 2023 e libertada durante um breve cessar-fogo no ano passado, faleceu nesta terça-feira após meses lutando contra complicações médicas decorrentes do tempo em que esteve em cativeiro. Ela tinha 78 anos.
O Fórum de Famílias de Reféns, um grupo que representa as famílias das pessoas sequestradas, confirmou a morte nesta terça-feira, mas não revelou a causa.
Sua filha, Carmit Palty Katzir, declarou em um comunicado que o “coração de sua mãe não suportou o terrível sofrimento desde 7 de outubro”.
Hanna Katzir foi sequestrada em sua casa, no kibutz Nir Oz, durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ela passou 49 dias em cativeiro e foi libertada no final de novembro de 2023, como parte de um acordo de cessar-fogo temporário mediado pelo Catar. Poucos dias antes, o grupo terrorista palestino Jihad Islâmica havia declarado falsamente que ela havia morrido em um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Logo após sua libertação, a família informou que Hanna havia retornado em estado de saúde muito debilitado e precisou ser hospitalizada devido a problemas cardíacos que não tinha antes do sequestro. A família destacou que as “condições difíceis e a fome” durante o cativeiro contribuíram para o agravamento de sua saúde.
Nesta terça-feira, Hanna se tornou a primeira ex-refém do ataque de 7 de outubro a falecer após ser libertada. Seu enterro estava previsto para as 16h, no cemitério do kibutz Nir Oz, segundo a imprensa local.
“Mamãe era uma mulher carinhosa, esposa e mãe que só espalhava amor”, afirmou sua filha, Carmit Palty Katzir, em uma mensagem enviada pelo Fórum de Reféns e Familiares Desaparecidos. “Seu coração não pôde suportar o terrível sofrimento desde 7 de outubro.”
O marido de Hanna, Rami, de 79 anos, morreu durante o ataque, e seu filho, Elad, foi sequestrado e posteriormente assassinado. De acordo com as FDI, Elad provavelmente foi morto por seus captores em janeiro, e seu corpo foi recuperado em abril.
Hanna Katzir só soube da morte do marido e do sequestro do filho após retornar do cativeiro.
Carmit Palty Katzir ressaltou que as pessoas que ainda estão em cativeiro correm perigo extremo e pediu aos líderes israelenses que cheguem a um acordo com o Hamas para garantir a libertação dos reféns.
Hanna Katzir nasceu em uma família de sobreviventes do Holocausto e trabalhava na lavanderia do kibutz.
Ela deixa três filhos e seis netos.
(Com informações da AP)
