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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (25) que o Hamas não tem interesse em um acordo de cessar-fogo em Gaza, após o fracasso das negociações com o grupo. As declarações foram feitas a jornalistas antes de sua partida para a Escócia.
“O Hamas realmente não queria chegar a um acordo. Acho que eles querem morrer. E é muito, muito sério”, declarou Trump. Ele acrescentou que, com os últimos reféns em posse do grupo, o Hamas sabe o que acontece depois e, por isso, “não queria realmente chegar a um acordo.”
Em outro momento de sua coletiva, Trump minimizou a decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de reconhecer um Estado palestino, classificando-a como sem peso. “É um cara muito bom, eu gosto dele, mas essa declaração não tem peso”, disse Trump, um dia após Macron anunciar que a França reconheceria um Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York.
Antes das declarações de Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já havia reiterado que o Hamas representa um “obstáculo” para um acordo de libertação dos reféns detidos na Faixa de Gaza. “O enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, acertou. Hamas é o obstáculo para um acordo de libertação dos reféns”, afirmou Netanyahu em comunicado. Ele também indicou que, “em colaboração com nossos aliados americanos, estamos estudando atualmente outras opções para trazer de volta nossos reféns, pôr fim ao regime terrorista do Hamas e garantir uma paz duradoura para Israel e nossa região.”
Em outro ponto da coletiva de imprensa, Donald Trump abordou as negociações comerciais com a União Europeia (UE). O presidente americano estimou em 50% as chances de se chegar a um acordo com o bloco europeu, faltando apenas uma semana para o prazo final de 1º de agosto.
“Eu diria que temos 50/50 de chances, talvez menos, mas 50/50 de chances de chegar a um acordo com a UE”, manifestou Trump. O presidente republicano ameaçou o bloco com novos impostos de 30% sobre as importações europeias caso não se chegue a um consenso antes da data limite.
Em resposta às ameaças, a União Europeia havia declarado na quinta-feira que escalonaria sua resposta aos Estados Unidos se as negociações para evitar uma guerra tarifária não fossem bem-sucedidas. Um primeiro pacote de retaliações entraria em vigor em 7 de agosto, enquanto um segundo pacote, de maior valor, seria aplicado somente em setembro deste ano ou até fevereiro de 2026.
Essas “contramedidas” europeias, avaliadas em 93 bilhões de euros, foram publicadas no Diário Oficial da UE após receberem o aval dos Estados-membros. No caso de uma ruptura nas negociações, a UE imporia tarifas sobre as importações americanas como resposta aos aumentos de 50% que Washington impõe às compras de aço e alumínio.
Por outro lado, as retaliações por tarifas americanas sobre automóveis (25%) e pelos chamados impostos “recíprocos” (atualmente em 10%, mas que subiriam para 30% sem acordo) seriam atrasadas para 7 de setembro deste ano e 7 de fevereiro de 2026, dependendo do tipo de produto.