Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Croácia e Montenegro confirmaram que cidadãos de seus países estão entre os tripulantes de dois navios porta-contêineres capturados pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) no Estreito de Ormuz. O episódio agrava a crise de navegação em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. O Ministério das Relações Exteriores da Croácia informou que dois marinheiros croatas fazem parte da tripulação do navio MSC Francesca, de bandeira panamenha, abordado por forças iranianas. O governo afirmou que, por questões de segurança, não pode divulgar mais detalhes sobre o caso.
O presidente do Sindicato de Marinheiros da Croácia, Neven Melvan, confirmou que os dois trabalhadores estão bem, sem ferimentos e com seus pertences pessoais, incluindo celulares. No entanto, ele criticou a decisão da empresa responsável pelo navio de manter a rota pela região. “Lo que nos preocupa es que la empresa decidió exponer sus buques a un riesgo de este tipo. Sabemos que hay una guerra y que el estrecho está bloqueado, y creo que no se debería haber puesto a las personas ante semejante peligro. Condeno con firmeza este tipo de decisiones imprudentes”, declarou.
Já o ministro dos Assuntos Marítimos de Montenegro, Filip Radulovic, afirmou que quatro cidadãos montenegrinos também estavam a bordo do MSC Francesca e que todos os tripulantes estão em segurança.
Imagens divulgadas pela televisão estatal iraniana mostram o momento em que embarcações militares se aproximam dos navios e soldados armados sobem a bordo no Estreito de Ormuz. As imagens não tiveram a data confirmada de forma independente, mas análises indicam que não haviam sido publicadas anteriormente. Dados de rastreamento por satélite confirmaram a localização das embarcações na região do estreito.
A agência iraniana Tasnim informou que a captura ocorreu no dia 22 de abril de 2026. Segundo a Guarda Revolucionária, os navios teriam operado sem autorização e com irregularidades em seus sistemas de navegação.
A ação acontece em meio a uma forte escalada de tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos no mundo diariamente. Antes da crise, cerca de 130 navios transitavam pela região todos os dias, número que caiu drasticamente. O Irã condiciona a reabertura total da rota ao fim de bloqueios navais impostos por Estados Unidos contra embarcações iranianas. Em meio ao impasse diplomático, o tráfego marítimo na região segue reduzido e instável.
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