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🧡 Ver Ofertas na ShopeeOrganização fundada por Jimmy Carter cita cortes de US$ 11 milhões no orçamento após redução de ajuda internacional do governo Trump; entidade participou das eleições de 2022 e recomendou melhorias no combate à desinformação.
O Carter Center, organização não governamental sediada nos Estados Unidos e fundada pelo ex-presidente Jimmy Carter, desistiu oficialmente de participar como observadora das eleições brasileiras de outubro de 2026. A entidade comunicou a decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixando o pleito sem a única organização norte-americana convidada para acompanhar a disputa, informou o jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (5).
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A desistência foi motivada por sérias dificuldades financeiras. Os cortes promovidos pelo governo de Donald Trump na assistência internacional reduziram quase 10% do orçamento anual do Carter Center. O jornal Atlanta Journal-Constitution estimou as perdas em cerca de US$ 11 milhões (aproximadamente R$ 56,4 milhões). Além disso, parte dos doadores europeus redirecionou seus recursos para a missão da União Europeia no Brasil, que participará de um pleito no país pela primeira vez.
Pelas regras internas da instituição, o Carter Center não pode receber recursos financeiros do próprio país onde atua como observador, o que impediu o TSE de compensar a perda do financiamento. Historicamente, a entidade é mantida por governos, fundações, empresas e agências internacionais, incluindo a Usaid (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional), o Departamento de Estado norte-americano e governos europeus.
Missões anteriores e recomendações
Fundado em 1982, o Carter Center já realizou mais de 100 missões de observação eleitoral em cerca de 40 países. No Brasil, a entidade participou das eleições de 2022 com uma equipe de quatro especialistas que acompanhou o processo eleitoral por dois meses.
No relatório divulgado após o pleito, a organização registrou que as autoridades brasileiras consultadas demonstravam total confiança nas urnas eletrônicas e na integridade do processo. O documento também recomendou aperfeiçoar o combate à desinformação, ampliar o acesso aos locais de votação e incentivar auditorias conduzidas por universidades. O relatório ressaltou, porém, que limitações de tempo e orçamento impediram análises mais aprofundadas na ocasião.
Outras missões e cenário internacional
Além do Carter Center, a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (Ifes), que também acompanhou as eleições de 2022, não participará do pleito de 2026. A ausência de observadores norte-americanos amplia o protagonismo de outras missões internacionais, como as da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, defende a ampliação da observação internacional para reforçar a credibilidade das urnas e do processo eleitoral. O tema ganhou ainda mais relevância após o jornal The Washington Post revelar que integrantes do governo Trump planejavam viajar ao Brasil para questionar a segurança do sistema de votação eletrônica, mas tiveram seus vistos negados pelo Itamaraty.

















































































