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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou dúvidas quanto à possibilidade de uma reunião bilateral entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, para avançar na resolução da guerra iniciada em fevereiro de 2022. As declarações foram publicadas pelo The Daily Caller.
Trump afirmou que “talvez precisem se enfrentar um pouco mais” antes de iniciarem negociações eficazes. “Um encontro entre os três poderia acontecer. Um apenas entre eles dois, não tenho tanta certeza, mas acredito que a reunião trilateral sim se dará. Embora, às vezes, as pessoas não estejam prontas para isso”, declarou.
Segundo o líder da Casa Branca, em certos momentos as partes em conflito precisam passar pelo desgaste da guerra antes de estarem dispostas a negociar. “É como quando você tem duas crianças em um parque que não se suportam e começam a brigar. Você tenta fazê-las parar, mas continuam… até que eventualmente se cansam e estão dispostas a parar. Às vezes, precisam passar por essa briga antes de chegar a um cessar-fogo”, comparou Trump, ao analisar a dinâmica entre Moscou e Kiev.
O presidente norte-americano ressaltou que a guerra “já durou demais” e destacou o alto custo humano, estimando que entre 5 mil e 7 mil pessoas morrem por semana, a maioria jovens. “Não são nossos soldados, mas há entre 5 mil e 7 mil, em sua maioria jovens, assassinados a cada semana. Se eu pudesse parar isso e ter um avião voando de vez em quando, seriam principalmente os europeus, mas nós ajudaríamos”, afirmou, enfatizando que os países europeus devem assumir o papel central em uma solução de paz, com apoio de Washington.
Trump reconheceu a disposição de Zelensky em dialogar, mas ressaltou que “Moscou não tem mostrado interesse” em se sentar à mesa de negociações. Ele reiterou que sua administração continuará promovendo iniciativas diplomáticas, embora tanto Ucrânia quanto Rússia mantenham posições irreconciliáveis: Kiev rejeita ceder territórios e Moscou impõe condições consideradas “absolutamente inaceitáveis” por autoridades ucranianas.
Na Europa, França e Alemanha anunciaram a intenção de promover “sanções suplementares” contra a Rússia caso Putin não se reúna com Zelensky, como teria prometido a Trump. “Se o chefe de Estado russo não se encontrar com Zelensky até segunda-feira, isso significará que o presidente Putin terá enganado Trump”, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, em coletiva ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, em Toulon. “Isso não pode ficar sem resposta”, completou.
Merz e Macron informaram que manterão contato com Trump neste fim de semana e defenderão a adoção de “sanções primárias e secundárias” contra Moscou, caso a reunião não aconteça.
Questionado pela imprensa, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, negou que Trump tenha sido enganado. “É uma pergunta absurda. O presidente Trump conseguiu sete negociações de paz em sete meses. Nenhum presidente na história fez tanto pela causa da paz”, disse.
Merz, por sua vez, avaliou que a guerra “pode durar ainda muitos meses” e reafirmou o compromisso dos aliados ocidentais com o apoio a Kiev. “Estamos preparados para isso”, destacou, acrescentando que a “coalizão de voluntários” — composta por cerca de 30 países, em sua maioria europeus — continuará fornecendo suporte material e político à Ucrânia.
Enquanto isso, Zelensky voltou a cobrar dos líderes europeus maior pressão sobre Moscou e a buscar um encontro de alto nível com Putin. Na noite de quarta para quinta-feira, bombardeios intensos sobre Kiev deixaram ao menos 25 mortos, segundo autoridades locais. O presidente ucraniano classificou os ataques como um lembrete da urgência de uma ação internacional coordenada.
Na próxima semana, está prevista uma reunião entre Macron, Merz e líderes de 30 países para discutir garantias de segurança à Ucrânia e evitar uma nova escalada do conflito após eventual acordo de paz.
(Com informações da AFP e EP)