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Usuários de redes sociais relataram explosões e rajadas de disparos na noite desta segunda-feira nas imediações do Palácio de Miraflores, sede do Poder Executivo da Venezuela, no centro de Caracas.
Segundo fontes da região, o episódio teve início por volta das 20h (horário local), após o sobrevoo de drones não identificados sobre o complexo presidencial.
De acordo com uma fonte informada ouvida pela agência EFE, as forças de segurança realizaram “disparos de caráter dissuasivo” diante da presença dos drones e ressaltaram que “não houve confronto”.
A mesma fonte afirmou que a Venezuela “se encontra em total tranquilidade”. Testemunhas relataram à EFE que disparos puderam ser ouvidos nos arredores e que houve intensa movimentação de motociclistas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram pessoas buscando abrigo em comércios e portais de prédios.
Fontes locais informaram que as sedes dos principais ministérios foram evacuadas como medida preventiva e que o Palácio de Miraflores passou a ser protegido por veículos blindados.
Até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram informações oficiais sobre a origem dos drones. Fontes consultadas, no entanto, afirmaram que a situação foi controlada e que a área permanece sob rigorosa vigilância.
Paralelamente, a Casa Branca se manifestou sobre os relatos de explosões e fogo antiaéreo nas proximidades do palácio presidencial. Um alto funcionário do governo dos Estados Unidos afirmou à correspondente da NewsNation, Kellie Meyer, que Washington “está ciente” dos incidentes e acompanha “de perto os relatos de disparos na Venezuela”, mas destacou que “os Estados Unidos não estão envolvidos”.
O episódio ocorreu poucas horas depois de a chavista Delcy Rodríguez tomar posse como presidente interina do país, após a captura, no último sábado, do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em outros três estados venezuelanos.
Empossada pelo irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional (AN), Delcy abriu nesta segunda-feira um novo capítulo político para o chavismo, que governa a Venezuela há quase 26 anos.
Por determinação do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Rodríguez tornou-se a primeira mulher a chefiar o Poder Executivo do país, dois dias após a prisão de Maduro, que nesta segunda-feira compareceu, ao lado da esposa, a um tribunal federal em Nova York, onde ambos se declararam inocentes de todas as acusações.
Durante a cerimônia, Rodríguez, então vice-presidente, afirmou aos parlamentares que assumia o cargo “em nome de todos os venezuelanos” e lamentou o que classificou como “o sequestro de nossos heróis, mantidos como reféns nos Estados Unidos”, em referência a Maduro e Cilia Flores, acusados de crimes relacionados ao narcotráfico, juntamente com outros funcionários venezuelanos.
Os parlamentares manifestaram apoio total à nova presidente interina e reconduziram Jorge Rodríguez ao comando da Assembleia Nacional. No início da sessão, deputados entoaram o grito “Vamos, Nico!”, slogan da campanha presidencial de Maduro para as eleições de 2024 — pleito considerado fraudulento pela oposição venezuelana e por dezenas de governos estrangeiros, incluindo os Estados Unidos.
(Com informações da EFE)