“Até onde eu sei”, declarou Araghchi, de forma enigmática, ao comentar a situação de Khamenei após os bombardeios em território iraniano.
Após a ofensiva, o chanceler reforçou que “todos os altos funcionários estão vivos” e garantiu a continuidade das autoridades do regime. Ele afirmou ainda que o presidente do Parlamento e o chefe do Poder Judiciário também sobreviveram, embora dois comandantes tenham morrido durante os ataques.
“Todos os altos funcionários estão vivos”, disse o integrante do governo iraniano. “Então todos estão agora em seus postos, estamos administrando esta situação e está tudo bem.”
Araghchi condenou o fato de os ataques terem ocorrido enquanto continuam as negociações sobre o programa nuclear iraniano. A NBC News informou que não conseguiu verificar de forma independente as declarações do ministro.
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Imagens mostram danos em complexo de segurança em Teerã
Uma imagem de satélite divulgada horas após a ofensiva conjunta revelou o impacto direto dos ataques contra a cúpula do poder em Teerã. Na fotografia publicada pelo The New York Times, é possível observar uma densa coluna de fumaça preta e estruturas colapsadas no complexo de segurança que abriga a residência e os escritórios do aiatolá Ali Khamenei.
O local é considerado um dos pontos mais vigiados da capital iraniana e costuma funcionar como centro de operações do líder supremo, além de sede de altos funcionários do regime. Segundo autoridades israelenses, o ataque fez parte de uma campanha de bombardeios “de grande escala”, direcionada a instalações estratégicas e figuras-chave da República Islâmica.
Israel confirmou que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também estava entre os alvos. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial sobre os resultados diretos dos bombardeios contra as lideranças.
Moradores da região relataram pelo menos três explosões nas proximidades do complexo e um forte reforço no esquema de segurança após os ataques. As autoridades bloquearam acessos viários à área.
Apesar das declarações do governo iraniano, ainda há incerteza sobre a real situação do líder supremo. Cortes de comunicação e de internet em várias partes do país dificultam a circulação de informações oficiais e a verificação independente do estado das principais autoridades do regime.
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