Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O Reino Unido entrou na operação contra o Irã ao permitir que os Estados Unidos utilizem suas bases aéreas para impedir os ataques com mísseis e drones contra aliados no Oriente Médio. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que destacou que a medida visa proteger vidas britânicas e respeitar a legislação internacional.
Em pronunciamento em vídeo na noite de domingo, Starmer afirmou que os EUA poderão utilizar as bases britânicas para atingir depósitos e lançadores de mísseis iranianos, mas ressaltou que o Reino Unido não participará de ações ofensivas no território iraniano. “Todos lembramos os erros do Iraque e aprendemos essas lições”, disse o premiê.
“Os EUA solicitaram permissão para usar bases britânicas para esse objetivo específico e limitado de defesa. Aceitamos o pedido para impedir que o Irã lance mísseis na região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estão envolvidos”, declarou Starmer.
O premiê alertou que, nos últimos dois dias, o Irã lançou ataques sustentados contra países que não os atacaram, atingindo aeroportos e hotéis onde cidadãos britânicos estavam hospedados. “É claramente uma situação perigosa. Temos pelo menos 200 mil britânicos na região – residentes, famílias em férias e pessoas em trânsito”, disse. Ele recomendou que todos se registrem e sigam as orientações do Foreign Office.
Starmer ressaltou que a postura militar iraniana está se tornando cada vez mais perigosa para civis e britânicos na região. “Nossas forças armadas, posicionadas pelo Oriente Médio, também estão em risco. Ontem, o Irã atingiu uma base militar no Bahrein, quase atingindo pessoal britânico. A morte do líder supremo não impedirá que o Irã lance esses ataques”, afirmou.
O premiê britânico divulgou ainda uma declaração conjunta com Alemanha e França, manifestando indignação com os ataques “indiscriminados e desproporcionais” do Irã e anunciando que os três países – conhecidos como E3 – estão prontos para adotar medidas defensivas e proteger seus interesses e aliados na região.
“Exigimos que o Irã interrompa imediatamente esses ataques temerários. Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados, potencialmente permitindo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones”, diz o comunicado conjunto.
No domingo, a Força Aérea Real (RAF) derrubou um drone iraniano, marcando o primeiro combate aéreo britânico desde o início da ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irã. Um jato Typhoon, da unidade conjunta britânica e do Catar (12º Esquadrão da RAF), interceptou o drone com um míssil ar-ar.
O Reino Unido também iniciou planos de evacuação para os milhares de cidadãos britânicos no Golfo, após os ataques iranianos. Até o momento, 94 mil britânicos registraram sua presença na região junto ao governo, e 76 mil estão buscando rotas seguras para retorno ao país. O Whitehall informou que está trabalhando 24 horas por dia para trazê-los de volta, considerando todas as opções, incluindo evacuações, mesmo com restrições de espaço aéreo.
Cidadãos britânicos em países como Bahrein, Israel e Emirados Árabes Unidos foram orientados a informar sua localização às autoridades para receberem suporte.