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O Exército Brasileiro cumpriu, na manhã desta sexta-feira (10), mandados de prisão contra militares condenados no inquérito que apura os atos de janeiro. As detenções ocorreram após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que rejeitou os primeiros recursos apresentados pelas defesas.
Um dos presos foi o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, detido por volta das 6h em sua residência, no Espírito Santo. Também foram presos o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues. Eles foram encaminhados ao Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Segundo as investigações, o grupo integrava o chamado “núcleo 4” e teria atuado na disseminação de informações falsas sobre o sistema de urnas eletrônicas.
Além dos detidos, há dois condenados considerados foragidos: o engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha, que estaria no Reino Unido, e o coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu, apontado como estando nos Estados Unidos. Ambos também são alvos de mandados de prisão definitiva.
A execução das prisões ocorre após o STF concluir o julgamento dos recursos iniciais do processo. As penas variam entre 7 anos e 17 anos de prisão, todas em regime inicial fechado ou semiaberto, além de multas.
Entre os condenados estão ainda o agente da Polícia Federal Marcelo Araújo Bormevet e o ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros, que também receberam penas superiores a 13 anos de prisão. No total, sete réus foram condenados no núcleo investigado.
De acordo com a decisão judicial, além das penas de prisão, os réus também foram condenados ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. Todos foram declarados inelegíveis, e parte deles poderá perder o cargo militar após análise do Superior Tribunal Militar (STM).
A Polícia Federal será responsável pela prisão dos condenados que não pertencem às Forças Armadas. Já os militares serão encaminhados a unidades do Exército.
Em nota, a defesa de Ângelo Denicoli criticou a decisão, classificando a prisão como “açodada” e afirmando que ainda havia recursos pendentes com base na Constituição e no Código de Processo Penal.
As autoridades seguem com a busca pelos foragidos e com a execução das demais ordens judiciais determinadas pelo STF.






















































