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O Irã realizou um ataque a uma estação da CIA localizada na embaixada dos Estados Unidos em Riad, capital da Arábia Saudita, nesta segunda-feira (2), segundo relatos do Washington Post. O ataque, possivelmente realizado por um drone iraniano, ocorreu apenas dois dias após a agência de inteligência americana ter identificado a localização do aiatolá Ali Khamenei em uma ação que resultou em sua morte. A informação também foi confirmada pela Fox News na terça-feira (3).
Alertas internos do Departamento de Estado americano indicaram que o ataque provocou o colapso de parte do teto da estação e contaminou o complexo com fumaça. A estrutura também sofreu danos, e o pessoal foi orientado a permanecer protegido no local. Até o momento, não há registros de feridos entre os agentes da CIA.
Tanto o governo dos EUA quanto o da Arábia Saudita confirmaram que dois drones atingiram o complexo da embaixada, mas não divulgaram que a estação da CIA havia sido impactada.
A CIA é considerada pelo regime islâmico iraniano como um de seus principais inimigos, principalmente devido à história de operações secretas destinadas a enfraquecer a liderança do país. Em 1953, a agência americana, em conjunto com o serviço de inteligência britânico MI6, participou do golpe que derrubou o líder democraticamente eleito do Irã.
O ataque ocorre em um contexto em que a CIA estaria fornecendo armas a militantes curdos dentro do país, na tentativa de fomentar uma insurgência após a morte do aiatolá. Autoridades da Casa Branca mantêm discussões com líderes curdos no Iraque sobre apoio militar para ataques ao regime iraniano.
Militantes curdos possuem milhares de combatentes ao longo da fronteira entre Irã e Iraque, com apoio significativo na região do Curdistão iraquiano. Desde a queda de Saddam Hussein, em 2003, a região semi-autônoma serve como refúgio para grupos curdos que representam ameaça militar ao regime iraniano. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) realizou dezenas de ataques com drones contra esses grupos desde o início do conflito no sábado.
A operação, chamada de “Epic Fury”, eliminou grande parte da liderança iraniana durante o fim de semana, em uma campanha militar conjunta dos EUA e Israel, após o fracasso das negociações diplomáticas conduzidas pelo presidente Donald Trump. Apesar da morte do aiatolá, o governo islâmico ainda mantém controle sobre o país, e os esforços da CIA para armar os militantes curdos representam uma das maiores ameaças à estabilidade do regime.
O conflito se expandiu pelo Oriente Médio, com cidades israelenses e aliados do Golfo sendo alvo de drones e mísseis iranianos. Em resposta, os Estados Unidos lançaram ataques aéreos visando bases militares e líderes restantes do Irã. Embaixadas americanas na Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes foram atingidas, e o Departamento de Estado ordenou a saída de funcionários não essenciais.
Até o momento, seis soldados americanos morreram desde o início da “Operação Epic Fury”, enquanto cerca de duas dúzias seguem hospitalizados com ferimentos.


















































