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O regime iraniano elevou nesta quarta-feira (4/3) o tom de suas ameaças contra Israel. O general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas do Irã, afirmou que, caso Israel ataque a embaixada iraniana no Líbano, Teerã passará a considerar todas as representações diplomáticas israelenses no mundo como alvos militares, respondendo com ataques diretos. A declaração, divulgada pela agência oficialista Tasnim, ressaltou que nenhuma região do planeta estaria fora do alcance da retaliação.
Shekarchi ressaltou que até agora Teerã manteve contenção “por razões internacionais e respeito às relações com outros países”, mas destacou que essa moderação tem limites. Segundo o porta-voz, o Irã não possui hostilidade com outros países, mas acusa Israel de agir sem reconhecer limites ou fronteiras. A mensagem combina uma advertência direta a Tel Aviv com um recado implícito aos Estados que abrigam embaixadas israelenses: ataques iranianos seriam direcionados apenas a Israel.
A ameaça ocorre no quinto dia da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos militares, nucleares e de liderança no Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A Meia Lua Vermelha iraniana confirmou ao menos 787 mortes no território até terça-feira (3), número que a CNN eleva para mais de mil. Os bombardeios atingiram mais de 150 cidades em ao menos 24 das 31 províncias iranianas, segundo a AFP.
O ataque inicial teve como alvo o líder supremo iraniano, aiatolá Alí Khamenei, que morreu junto de altas autoridades, incluindo o ministro da Defesa e o comandante da Guarda Revolucionária, em ataques que atingiram seu complexo no centro de Teerã. Israel e Estados Unidos confirmaram as mortes. O então presidente americano Donald Trump justificou a operação alegando “interesses centrais de segurança nacional” e conclamou o povo iraniano a “tomar as rédeas de seu destino”.
O Irã reagiu lançando mísseis e drones contra Israel e bases americanas na Jordânia, Kuwait, Barém, Qatar, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, registrou fluxo quase nulo, com impacto imediato nos preços internacionais do petróleo. No Líbano, o grupo Hezbollah disparou foguetes contra o norte de Israel, provocando ataques aéreos israelenses em Beirute que mataram 52 pessoas.