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O Irã lançou dois mísseis balísticos de alcance intermediário direcionados a uma base militar conjunta dos Estados Unidos e Reino Unido no Oceano Índico, a cerca de 4 mil km de distância, mas não conseguiu atingir o alvo, segundo relatório divulgado pelo Wall Street Journal nesta sexta-feira (21).
De acordo com a publicação, um dos mísseis direcionados à base de Diego Garcia falhou durante o voo, enquanto um navio de guerra americano interceptou o segundo com um míssil SM-3. Não está confirmado se a interceptação foi bem-sucedida, mas a base não sofreu danos.
Diego Garcia, o maior atol do Arquipélago de Chagos, pertence ao Território Britânico do Oceano Índico e abriga bombardeiros americanos, submarinos nucleares e destróieres com mísseis guiados. Pesquisas do Iran Watch, ligado ao Wisconsin Project on Nuclear Arms Control, indicam que alguns mísseis iranianos têm alcance de até 4 mil km, suficiente para chegar à base.
O lançamento dos mísseis ocorre em meio à tensão gerada pela autorização do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para que os EUA usem as bases de Diego Garcia e RAF Fairford, na Inglaterra, para atacar o Irã. Starmer justificou a decisão como medida de “autodefesa coletiva” para proteger o Estreito de Ormuz, mas a decisão gerou críticas do governo iraniano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que Starmer estaria “colocando vidas britânicas em risco ao permitir que bases do Reino Unido fossem usadas em agressões contra o Irã” e declarou no X que o país “exercerá seu direito à autodefesa”.
O episódio ocorre poucos dias após a operação militar conjunta dos EUA e Israel contra infraestrutura militar e do regime iraniano, conhecida como Operation Epic Fury. O presidente dos EUA, Donald Trump havia alertado anteriormente que o Irã trabalha no desenvolvimento de mísseis capazes de atingir os Estados Unidos, além de ameaçar bases americanas na Europa e em outros países.