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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (data) que o país não tem intenção de entrar em um conflito armado, mas reforçou que a República Islâmica não abrirá mão de seus interesses nacionais nas próximas negociações com os Estados Unidos.
“Não buscamos a guerra e não a queremos. Mas não renunciaremos aos nossos direitos legítimos em nenhuma circunstância”, declarou Khamenei em mensagem escrita e divulgada por veículos estatais iranianos.
O comunicado foi transmitido em meio ao período de luto pela morte de seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, que teria sido morto durante os ataques iniciais do conflito, segundo a versão apresentada pelas autoridades iranianas.
A mensagem foi direcionada à população iraniana e também a países vizinhos do Golfo, com foco na manutenção da coesão interna e na defesa da postura de resistência do país em meio às tensões regionais.
Khamenei afirmou que a mobilização popular pode influenciar o cenário diplomático. “Suas vozes nas praças públicas influenciam, sem dúvida, o resultado das negociações”, disse, incentivando a continuidade das manifestações após o cessar-fogo.
O pronunciamento ocorre em um momento de trégua de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, estabelecida após semanas de confrontos e escalada de ameaças.
O líder iraniano também afirmou que o país atravessa um período de perdas, mas reiterou que manterá sua posição de resistência contra qualquer tentativa de limitar suas aspirações nacionais. Ele ainda indicou que a gestão do Estreito de Ormuz entrará em uma “nova fase”, sem detalhar mudanças concretas.
Khamenei também fez um apelo aos países do Golfo, pedindo uma resposta “adequada” à postura iraniana para demonstrar “irmandade” na região.
O líder alertou ainda contra o que chamou de “falsas promessas dos inimigos” e reforçou o compromisso de buscar justiça pelas vítimas do conflito. Segundo autoridades iranianas, mais de 3.000 pessoas morreram desde o início das hostilidades.
As declarações acontecem às vésperas de uma reunião entre delegações do Irã e dos Estados Unidos prevista para este fim de semana em Islamabad.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar otimista com a possibilidade de avanço nas negociações. “Acredito que um acordo é alcançável”, disse, embora tenha reforçado que a posição de Washington segue firme e que, caso não haja entendimento, as consequências serão “muito dolorosas” para o Irã.
Trump também afirmou que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a redução de operações militares no Líbano para facilitar o ambiente de diálogo. Netanyahu, no entanto, reiterou que o cessar-fogo não se aplica ao Hezbollah e que continuará atuando contra o grupo.
O cenário internacional segue marcado por tensão, especialmente em torno do Estreito de Ormuz e da situação no Líbano, que devem ser temas centrais nas próximas rodadas de negociação.
