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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (30) que não descarta a possibilidade de reiniciar os ataques contra o Irã, caso as negociações fracassem.
“Não sei se precisamos disso… Pode ser que precisemos.”
Trump disse que as conversas com Teerã continuam sob “alto nível de confidencialidade” e rejeitou a ideia de que estejam estagnadas:
“Ninguém sabe como vão as conversas, exceto eu e mais algumas pessoas. Eles querem chegar a um acordo desesperadamente.”
Danos ao Irã
O presidente destacou os impactos das ações militares americanas:
“Estamos no que alguns chamariam de guerra.”
Segundo Trump, as fábricas de drones iranianas foram reduzidas em cerca de 82%, e as fábricas de mísseis, em quase 90%:
“Muitos de seus mísseis foram destruídos. É bastante impressionante o que aconteceu.”
Ameaça de retirar tropas da Europa
Trump também ameaçou retirar tropas americanas de países europeus que não apoiaram os EUA no conflito com o Irã:
“Sim, provavelmente. Por que eu não deveria fazer isso?”
Ele citou especificamente Espanha e Itália:
“Itália não nos ajudou em nada, e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível.”
Trump afirmou que esses países não autorizaram o uso de suas bases para operações americanas e criticou suas posturas em relação ao Estreito de Ormuz:
“Quando nós precisamos deles, eles não estavam lá. Temos que lembrar disso.”
O presidente foi especialmente duro com a Espanha, ameaçando cortar o comércio bilateral e até suspender o país da OTAN.
Sobre a Alemanha, Trump disse que o país enfrenta múltiplas crises e que o governo de Berlim faz um “trabalho terrível”.
Efetivo americano na Europa:
| País | Efetivo |
|---|---|
| Alemanha | cerca de 35.000 |
| Itália | cerca de 12.000 |
| Espanha | cerca de 3.200 |
Irã ameaça resposta “longa e dolorosa”
Um alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Mousavi, respondeu às ameaças americanas:
“Qualquer nova ofensiva trará golpes longos e dolorosos sobre posições dos Estados Unidos na região.”
Ele afirmou que os ataques não se limitariam a bases militares, mas poderiam alcançar navios e outras infraestruturas.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, ratificou que o país não planeja ceder o controle sobre o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial:
“Eliminaremos os abusos dos inimigos sobre esta via sob uma nova gestão.”
Impacto econômico
O conflito já provocou uma alta sustentada nos preços da energia e impacto na inflação internacional.