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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar “considerando seriamente” anexar a Venezuela como o 51º estado americano, segundo informação divulgada pelo apresentador da Fox News, John Roberts. A declaração foi publicada na rede X (antigo Twitter) e gerou reação imediata da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
O que disse Trump
Segundo Roberts, Trump teria dito em conversa telefônica que está “considerando seriamente fazer da Venezuela o estado número 51” e que os venezuelanos “o amam”. Trump também teria mencionado que “ali há 40 bilhões de dólares em petróleo”.
Não foi a primeira vez que Trump fez comentários desse tipo sobre a Venezuela. Em março, após a derrota do time americano para a Venezuela no Clássico Mundial de Beisebol, ele publicou uma mensagem sarcástica nas redes sociais aludindo à possibilidade. Trump também já fez declarações semelhantes sobre o Canadá.
A reação de Delcy Rodríguez
A presidente interina da Venezuela foi abordada por uma jornalista da Telesur ao sair de audiências na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, onde o país discute a disputa territorial com Guyana sobre a região do Esequibo.
“Eso no está previsto, jamás estaría previsto, porque si algo tenemos los venezolanos es que amamos nuestro proceso de independencia”, declarou Rodríguez. Ela acrescentou que a Venezuela é “não uma colônia, mas um país livre”, construída pela “glória de homens e mulheres que deram suas vidas” por sua soberania.
O contexto
Rodríguez assumiu o poder em janeiro, após uma operação militar americana em Caracas resultar na captura de Nicolás Maduro, que foi levado a Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico (ele se declarou inocente). Desde então, seu governo interino buscou restabelecer laços com Washington, normalizando as relações diplomáticas em março – rompidas por Maduro sete anos antes.
Disputa territorial na CIJ
As declarações de Rodríguez ocorreram no último dia de audiências na CIJ sobre a disputa territorial entre Venezuela e Guyana pela região do Esequibo (160.580 km²), que representa dois terços do território guianês e abriga reservas de ouro, diamantes, madeira e petróleo.
Diante dos juízes, Rodríguez argumentou que o Acordo de Genebra de 1966 estabelece que a disputa deve ser resolvida por negociações políticas, não pela via judicial. Ela acusou o governo de Guiana de ter agido de forma “oportunista” ao levar o caso à CIJ em 2018.
O tribunal levará vários meses para emitir uma sentença definitiva e vinculante.


















































