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A Câmara dos Deputados está em meio a um “mini-recesso”. A última sessão de votações aconteceu na última quarta-feira, e a próxima, vai ser realizada no próximo dia 29. O período marca um contraste em relação aos trabalhos desde o início da pandemia da covid-19, informa a Jovem Pan.
No final de março, quando foi instaurado o sistema de votações remotas, os parlamentares faziam votações em todos os dias da semana. O Senado chegou a realizar uma sessão até em um sábado. Depois, as atividades passaram a ser às terças, quartas e quintas-feiras.
Em comum acordo com os líderes partidários, o Senado decidiu que na segunda quinzena de julho, período em que seria realizado o recesso parlamentar, as sessões acontecem apenas às quartas e quintas.
Porém, segundo o site, no segundo semestre, a tendência é que, aos poucos, o movimento dos trabalhos dos parlamentares continue reduzindo.
O adiamento das eleições 2020 para novembro deve garantir que as votações sigam normalmente pelo menos até agosto. As campanhas começam oficialmente em setembro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acredita que no sistema remoto, os deputados conseguem conciliar as campanhas com as atividades legislativas:
“Até a próxima dá um intervalo de uma semana, mas temos Medidas Provisórias para votar. Desse formato, a gente consegue trabalhar e consegue dar espaço para que os parlamentares possam, desde já, estar organizando os seus tralhados em seus municípios”.
A previsão é que mais de 100 deputados federais se candidatem a prefeito neste ano. Os que não pleitam cargos veem o período como importante para consolidar alianças e influências regionais. Por isso, as eleições municipais são consideradas pelos parlamentares como um dos principais obstáculos para a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados e no Senado Federal ainda em 2020. A matéria, que ainda aguarda o envio de novas propostas pelo governo, vai ser discutida primeiro em Comissão Especial para depois ser analisada pelos plenários das duas Casas.