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O deputado federal André Janones (Rede-MG) criticou duramente a forma como a esquerda se comunicou sobre o PL da Dosimetria, após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (30).
Segundo Janones, o projeto “já foi aprovado” no campo da opinião pública muito antes da votação formal, por conta da maneira como foi apresentado à população.
O que disse Janones
“O PL da dosimetria não foi aprovado hoje, ele foi aprovado quando a esquerda aceitou chamar de ‘PL da dosimetria’, nome que ninguém do povo tem a mínima ideia do que significa, ao invés de chamar de ‘PL Fernandinho Beira Mar’.”
O parlamentar também criticou a escolha de referências usadas no debate público:
“Foi aprovado quando optamos por citar Rubens Paiva, ao invés de explicar para o povo que o PL ia soltar alguém que matou uma pessoa que ela conhece e que está preso.”
“Estamos perdendo a narrativa”
Na avaliação de Janones, o principal problema não é o avanço da direita, mas sim a dificuldade da própria esquerda em se comunicar de forma acessível:
“A gente está perdendo a narrativa não para a direita, mas para o nosso elitismo e para nossa arrogância intelectual.”
O deputado fez um alerta sobre o cenário eleitoral:
“Se a gente não começar a dialogar com o povo do Brasil real enquanto dá tempo, o cacete nas urnas em outubro será inevitável.”
Cenário institucional
Janones também projetou um cenário mais amplo, mencionando possíveis impactos nos demais Poderes:
“Com maioria no Senado e no STF a partir do próximo ano, a democracia já era, com ou sem Lula na presidência.”
Contexto
O Congresso Nacional derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria nesta quinta-feira (30). O projeto reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.